A Secretaria de Estado da Saúde (SES) deu início, na segunda-feira, 23, à terceira etapa do curso de consulta ginecológica de enfermagem com ênfase na inserção do DIU de cobre na Atenção Primária à Saúde (APS). A capacitação, promovida pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa) em parceria com a Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), reúne profissionais de enfermagem de diferentes municípios sergipanos.
Com carga horária de 40 horas, o programa combina aulas teóricas e treinamento prático sobre procedimento ginecológico e métodos contraceptivos de longa duração. O objetivo é ampliar a oferta do Dispositivo Intrauterino de cobre pelo Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo às usuárias acesso gratuito, seguro e eficaz ao planejamento reprodutivo.
De acordo com a enfermeira Eline Alves, referência técnica da Saúde da Mulher da SES, a iniciativa foi planejada para alcançar cidades que ainda não tinham participado das edições anteriores. “Essa é a terceira turma e contempla municípios que faltavam. Assim, avançamos para que os 75 municípios disponham de profissionais habilitados a ofertar o DIU de cobre, método seguro, não hormonal e de longa duração, que pode ser inserido diretamente no consultório da Atenção Primária”, explicou.
Para a enfermeira Daiany Garcia, de Itaporanga, o treinamento fortalece o planejamento familiar ao qualificar a orientação prestada às pacientes. “A capacitação nos traz segurança para esclarecer dúvidas e sugerir opções condizentes com a realidade de cada mulher. Muitas vezes falta informação; quando chegamos preparadas, apresentamos um método acessível, eficiente e capaz de transformar a vida de famílias inteiras”, afirmou.
Já a enfermeira Thays Rodrigues, de Cedro de São João, destacou o impacto no interior do estado. “Ter um profissional capacitado no município faz toda a diferença. Percebemos o interesse crescente das mulheres e sabemos que esse acesso pode mudar realidades, especialmente em áreas mais vulneráveis. É oportunidade de levar informação, cuidado e autonomia para que elas façam escolhas com segurança”, salientou.
Segundo a SES, o esforço de qualificação visa contribuir para a autonomia feminina, reduzir gestações não planejadas e melhorar indicadores de saúde em Sergipe. Ao final desta etapa, a secretaria estima que todos os municípios contarão com pelo menos um enfermeiro apto a realizar o procedimento, fortalecendo a rede de atenção primária e descentralizando o serviço de planejamento reprodutivo.
Com informações de Saude.se.gov
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