A Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe concluiu, na sexta-feira (13), mais uma etapa do programa de capacitação em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. A atividade, coordenada pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e pela Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE) em articulação com o Ministério Público do Trabalho (MPT), formou cerca de 190 agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias que atuam no município de Aracaju.
Ao todo, oito turmas participaram do treinamento, que integra a política de educação permanente voltada aos profissionais da atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo central é reforçar a capacidade desses servidores de identificar riscos ocupacionais nos territórios onde trabalham e, simultaneamente, estimular o autocuidado.
Conteúdo focado na relação entre trabalho e saúde
Durante as aulas teóricas, foram discutidos temas como segurança no ambiente laboral, prevenção de agravos relacionados à atividade profissional e detecção de doenças ligadas a condições de trabalho. Além disso, os participantes se reuniram em uma roda de conversa com o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Aracaju (Cerest), momento que ampliou o debate sobre o impacto do ofício na qualidade de vida da população.
A programação incluiu ainda oficinas práticas de primeiros socorros conduzidas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe, com apoio do Cerest Regional. Nos exercícios, os agentes aprenderam procedimentos para situações como engasgo, queimaduras, quedas, fraturas e parada cardiorrespiratória, capacitando-os a prestar atendimento inicial até a chegada de equipes especializadas.
Depoimentos destacam ganhos para o dia a dia
Para a coordenadora de Educação Profissional da ESP-SE, Rosyanne dos Santos Vasconcelos, a iniciativa amplia o cuidado tanto com os usuários quanto com os próprios trabalhadores. “Eles incorporam o conteúdo à rotina, orientando sobre equipamentos de proteção e observando se sintomas podem estar ligados às condições de trabalho”, observou.
O procurador do MPT, Adroaldo Bispo, avaliou que a parceria reforça a compreensão sobre os efeitos do trabalho na saúde coletiva. “Quando se considera a origem ocupacional de diversos adoecimentos, os resultados em promoção da saúde tendem a ser mais eficazes”, afirmou.
Responsável pelas oficinas práticas, o soldado Danillo Meneses ressaltou que o conhecimento em primeiros socorros faz diferença em emergências. “No contato diário com a comunidade, esses profissionais podem ser a primeira resposta”, disse.
Já o agente comunitário de saúde Denis Santana destacou que o curso chama atenção para a própria exposição a riscos. “Lembra-nos de que também somos trabalhadores e precisamos zelar por nossa saúde no exercício da função”, concluiu.
Com a finalização das oito turmas em Aracaju, a Secretaria da Saúde reforça a estratégia de qualificação contínua, considerada fundamental para fortalecer o atendimento básico e prevenir agravos associados ao trabalho em toda a rede estadual.
Com informações de Saude.se.gov
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