SUS passa a oferecer doxiciclina como prevenção pós-exposição para sífilis e clamídia

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O Ministério da Saúde autorizou a ampliação do uso da doxiciclina 100 mg no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo portaria publicada no Diário Oficial da União em 10 de março de 2026, o antibiótico passa a ser disponibilizado também como profilaxia pós-exposição (PEP) para prevenir duas infecções sexualmente transmissíveis (IST) bacterianas: sífilis e clamídia.

O novo protocolo foi aprovado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). A partir da publicação, as áreas técnicas do ministério e das secretarias de saúde terão até 180 dias para organizar a oferta do medicamento em todo o país. Até então, a doxiciclina era indicada apenas para tratamento das IST já diagnosticadas.

Como a medida funciona

Pela normativa, a doxiciclina poderá ser administrada após situações de risco de exposição, por exemplo relações sexuais desprotegidas. O objetivo é reduzir a probabilidade de infecção pelas bactérias Treponema pallidum, causadora da sífilis, e Chlamydia trachomatis, responsável pela clamídia.

Panorama da sífilis

A sífilis é considerada curável e exclusiva do ser humano. Pode se manifestar em diferentes estágios (primário, secundário, latente e terciário) e apresentar múltiplos sintomas. A transmissão ocorre principalmente por via sexual – oral, vaginal ou anal – quando há contato direto com lesões, especialmente sem uso de preservativo. Também pode haver transmissão vertical, da gestante para o bebê durante a gravidez ou no parto.

Características da clamídia

A clamídia costuma afetar os órgãos genitais, mas pode alcançar garganta e olhos. A infecção atinge homens e mulheres sexualmente ativos e, com frequência, é assintomática. A transmissão se dá pelo contato sexual anal, oral ou vaginal, além da via congênita – quando a mãe infectada passa a bactéria para o recém-nascido. A doença não é veiculada por transfusão sanguínea; ainda assim, possíveis doadores infectados devem informar a condição aos profissionais de saúde.

Com a inclusão da profilaxia, o Ministério da Saúde busca ampliar as estratégias de enfrentamento às IST e conter o avanço desses agravos no país. O novo protocolo será incorporado às demais ações já desenvolvidas na rede pública, como testagem, tratamento e campanhas de conscientização.

Com informações de Agência Brasil

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