Veja como meta anuncia processos contra deepfakes no brasil e na china

William Kevim
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A Meta, controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, abriu processos judiciais contra pessoas físicas e empresas que usaram deepfakes em anúncios para enganar consumidores. A informação foi detalhada em comunicado divulgado pela companhia norte-americana e repercutida em transmissão da Globo nesta terça-feira (27/2/2026).

De acordo com a empresa, quatro anunciantes foram identificados por se apresentarem falsamente como celebridades ou marcas reconhecidas a fim de vender produtos ou serviços. A prática envolve a criação de imagens ou vídeos hiper-realistas gerados por inteligência artificial, técnica que facilita golpes, disseminação de desinformação e produção de conteúdo sexualizado sem consentimento.

Casos no Brasil

No Brasil, um dos alvos do processo é Daniel de Brites. Segundo a Meta, ele conduziu “operação de estelionato” ao utilizar a imagem manipulada de um médico de grande prestígio para promover produtos de saúde sem registro em órgãos reguladores. Brites também comercializava cursos que ensinavam o método de falsificação e garantia a alunos lucro de até R$ 1.000 por dia — prática revelada pelo portal UOL em 2025.

Entre as personalidades afetadas está o oncologista Drauzio Varella. Em entrevista ao jornal O Globo, o médico classificou a providência da companhia como “uma gota d’água em um oceano de estelionato contra a saúde pública” e afirmou que as plataformas “são sócias da fraude” por lucrarem com a circulação dos vídeos.

A Meta também acionou judicialmente Vitor Lourenço de Souza e Milena Luciani Sanchez por esquema semelhante. Os três casos tramitam em tribunais brasileiros, mas os valores cobrados a título de indenização não foram divulgados.

Ações na China e no Vietnã

Fora do Brasil, a companhia americana processou a chinesa Shenzhen Yunzheng Technology. O grupo recorria a deepfakes de artistas populares para atrair usuários a supostos “grupos de investimento”, prática que, segundo a Meta, configurou fraude financeira.

No Vietnã, o alvo é Lý Van Lâm. O anúncio falsificava bolsas da marca francesa de luxo Longchamp, induzindo consumidores a adquirir produtos inexistentes ou de procedência duvidosa.

Objetivo das medidas

A Meta declarou que busca coibir o uso de sua infraestrutura publicitária para atividades ilegais e ressarcir danos causados a usuários e marcas. A empresa afirmou ainda que a colaboração com autoridades de cada país continua para identificar novas contas envolvidas em manipulação de imagem.

Apesar das ações, críticos como Drauzio Varella defendem mecanismos preventivos mais rigorosos por parte das plataformas para impedir que conteúdos falsos sejam impulsionados antes de chegar ao público.

Com informações de G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.