O Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) instituiu o Grupo de Estudo “Time de Dor Torácica” para atualizar e padronizar o atendimento a pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) em toda a Rede Estadual de Saúde. A medida reforça o protocolo já existente e segue as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, além de recomendações de entidades internacionais como American College of Cardiology, American Heart Association e European Society of Cardiology.
As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no país e no mundo. Dentro desse cenário, a Síndrome Coronariana Aguda, que engloba angina instável e IAM, concentra os maiores índices de óbitos. Para acelerar o diagnóstico e o tratamento, o novo fluxo assistencial integra desde a identificação precoce dos sintomas até a realização de angioplastia no Serviço de Hemodinâmica do Huse, referência estadual no Sistema Único de Saúde (SUS).
Ajustes e padronização
Formado por médicos e enfermeiros da hemodinâmica, o grupo monitora indicadores assistenciais e conduz ajustes que serão aplicados de forma unificada nas unidades gerenciadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Segundo o coordenador da Linha de Cuidado do Paciente Cardiovascular do Huse, José Edvaldo Santos, o principal avanço está na integração entre diagnóstico, regulação e intervenção terapêutica.
O eletrocardiograma define o tipo de infarto: no IAM com supradesnivelamento do segmento ST há obstrução total da artéria coronária; no IAM sem supra, a obstrução é parcial, porém igualmente perigosa. “Estamos padronizando condutas para reduzir o tempo de resposta e garantir que o paciente receba o tratamento adequado no momento certo”, explica o médico.
Tempo é músculo
No caso de IAM com supra de ST, o protocolo determina o encaminhamento imediato para angioplastia, com acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e transporte direto à hemodinâmica do Huse. “Cada minuto representa perda de músculo cardíaco; quanto mais rápido abrimos a artéria, menor o dano”, destaca Santos.
Para pacientes com IAM sem supradesnivelamento, o novo padrão reforça a realização de cateterismo em até 24 horas e prioriza eletrocardiogramas que mostrem sinais isquêmicos de alto risco. A redução do intervalo entre diagnóstico e tratamento busca diminuir complicações, casos de insuficiência cardíaca e mortalidade.
Rede integrada
O modelo também amplia o uso da telecardiologia, permitindo que exames feitos em municípios sejam avaliados em tempo real por especialistas do Huse. Assim, a regulação estadual consegue organizar o transporte de forma ágil e segura para a unidade de referência.
Com critérios unificados, diagnóstico rápido, transporte regulado e acesso garantido ao centro angioplastador estadual, Sergipe consolida um novo padrão de cuidado ao paciente com infarto, apresentando-se como possível referência nacional na redução de mortes por IAM na rede pública.
Com informações de Saude.se.gov
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