Protesto por falta de água fecha avenida e provoca congestionamento em Aracaju

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Moradores do bairro Lamarão bloquearam a Avenida Paulo Figueiredo Barreto, em Aracaju, na tarde desta quarta-feira, 25, para exigir solução imediata para a falta de água que afeta a região desde o início da semana. Pneus e outros objetos foram incendiados na subida da ponte que liga o Conjunto João Alves à capital, provocando longa fila de veículos e lentidão no trânsito.

O Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBM-SE) confirmou que as chamas geraram fumaça densa e alta temperatura na pista. Uma guarnição do 1º Grupamento de Bombeiros Militar foi enviada ao local e conteve o fogo após a chegada de reforço do 5º Batalhão da Polícia Militar. Depois da ação das equipes, a via foi liberada e o tráfego voltou a fluir.

Causa da interrupção no abastecimento

A concessionária Iguá Sergipe, responsável pelo fornecimento de água em Aracaju e na região metropolitana, informou que o problema decorre da redução da capacidade de produção da Estação de Tratamento de Água (ETA) João Ednaldo. A queda começou na segunda-feira, 23, e provocou intermitência no abastecimento de diversos pontos da zona norte da capital e do conjunto Parque dos Faróis, em Nossa Senhora do Socorro.

De acordo com a empresa, técnicos trabalham para restabelecer totalmente o sistema, e a previsão inicial é de que o serviço comece a ser normalizado de forma gradual a partir da noite desta quarta-feira. Enquanto isso, a concessionária orienta os consumidores a fazer uso consciente da água disponível nas residências.

Medidas emergenciais

Para amenizar o impacto da interrupção, a Iguá Sergipe disponibilizou 15 caminhões-pipa destinados às áreas mais afetadas. Alguns veículos já seguiam em direção ao Lamarão no momento do protesto, segundo a companhia. A empresa afirmou ainda que continuará monitorando a situação e atualizando a população sobre o avanço dos reparos na ETA João Ednaldo.

Os manifestantes declararam que novos atos não estão descartados caso o fornecimento não seja restabelecido dentro do prazo anunciado. Eles afirmam sofrer com a falta de água há vários dias e reclamam de transtornos para tarefas básicas, como preparação de alimentos e higiene pessoal.

No fim da tarde, após a liberação da avenida, o trânsito foi normalizado, mas os moradores seguiram reunidos em pontos do bairro para acompanhar a chegada dos caminhões-pipa e aguardar informações sobre o retorno definitivo do abastecimento.

Com informações de Infonet

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