Elon Musk projeta cidade lunar autossustentável em menos de 10 anos

William Kevim
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São Francisco, 25 de fevereiro de 2026 – Elon Musk revelou, em publicação na rede X, um novo foco para a SpaceX: erguer uma “cidade que cresce sozinha” na Lua dentro de um prazo inferior a uma década. O empresário afirmou que o projeto lunar passa a ter prioridade sobre a colonização de Marte, pois os lançamentos em direção ao satélite natural podem ocorrer a cada 10 dias, com tempo de viagem de apenas dois dias. Para o planeta vermelho, as janelas de oportunidade aparecem a cada 26 meses e o trajeto leva cerca de seis meses.

Objetivo e prazos

Musk argumenta que a proximidade da Lua permitirá acelerar a criação de um assentamento humano capaz de se expandir gradualmente a partir de recursos locais. Segundo o executivo, a meta de pousar uma tripulação em Marte continua, mas deve iniciar em cinco a sete anos e levar pelo menos duas décadas até atingir a mesma escala planejada para o solo lunar.

Documentos internos citados pelo Wall Street Journal reforçam a mudança de rota: a SpaceX informou a investidores que planeja realizar um pouso lunar não tripulado em março de 2027, antecedendo qualquer missão marciana. O anúncio contrasta com declarações de 2025, quando Musk classificou a Lua como “distração” e prometia um voo a Marte até o fim de 2026.

Viabilidade técnica

Especialistas avaliam o plano como ambicioso, porém plausível. O professor Sungwoo Lim, da Universidade de Surrey (Reino Unido), explica que processos já empregados na Terra podem extrair oxigênio, água e materiais de construção do regolito lunar. “O desafio é fazer esses sistemas funcionarem de forma confiável sob temperaturas extremas, baixa gravidade e poeira fina”, afirmou.

Para Ugur Guven, diretor do Centro de Estudos de Energia e Aeroespaciais da Universidade GD Goenka (Índia), a curta distância da Lua representa um fator crítico de segurança: “Se algo der errado, uma missão de socorro pode chegar em até três dias”. Mesmo assim, ele observa que um habitat autossuficiente completo demandará décadas, sobretudo para produzir alimentos sem insumos terrestres.

O geocientista Clive Neal, da Universidade Notre Dame (EUA), lembra que ainda falta um mapeamento detalhado de recursos: “Sem saber onde há depósitos economicamente viáveis, não é possível determinar o local de uma cidade que cresça sozinha”.

Apesar das incertezas, Lim considera “realista” que um pequeno posto avançado produza parte do próprio oxigênio e extraia água na próxima década, passo visto como fundamental para expansão posterior.

Experiência acumulada e concorrência internacional

Jeffrey Hoffman, ex-astronauta da Nasa e professor do MIT, avalia que o abastecimento logístico para uma base lunar já pode ser administrado hoje, caso a SpaceX e a Blue Origin concluam com sucesso seus módulos de pouso. A lição aprendida na Lua, completa, poderá servir de base para uma futura infraestrutura marciana.

Os EUA correm para retomar a presença humana na Lua antes da China, que também pretende pousar astronautas no satélite nesta década. A última missão tripulada ao local foi a Apollo 17, em 1972.

Negócios paralelos

Na esteira do anúncio, Musk confirmou a aquisição da startup de inteligência artificial xAI pela SpaceX, elevando a avaliação da companhia aeroespacial a US$ 1 trilhão e a da divisão de IA a US$ 250 bilhões. O movimento alimenta o projeto Starcloud, que prevê instalar centros de dados no espaço para processar grandes volumes de informações de IA. A ideia enfrentará obstáculos técnicos, como o resfriamento de superchips no vácuo.

Em resposta a usuários na rede X, Musk disse que a agência espacial norte-americana representará menos de 5% da receita da SpaceX em 2026. Mesmo assim, a empresa integra o programa Artemis, responsável por levar novamente astronautas norte-americanos ao solo lunar.

Se os cronogramas se sustentarem, os próximos anos deverão definir se a Lua se tornará o primeiro endereço extra-terrestre com presença humana permanente, ou apenas mais uma etapa na longa jornada rumo a Marte.

Com informações de G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.