O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) avaliou que a participação do país nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, encerrados neste domingo (22) em Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália, terminou “com chave de ouro”. O resultado inédito foi impulsionado pela conquista do ouro no slalom gigante de esqui alpino, obtido por Lucas Pinheiro Braathen, primeira medalha brasileira em uma edição de Jogos de Inverno.
Em comunicado divulgado na manhã deste domingo, o presidente do COB, Marco La Porta, destacou a evolução do time nacional. “Começamos bem, aumentando o número de participantes, e fechamos literalmente com a chave de ouro, conquistando a primeira medalha olímpica do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno. E logo uma medalha de ouro”, afirmou o dirigente.
A edição de 2026 marcou a maior delegação verde-amarela já enviada a um evento olímpico de inverno: 14 atletas distribuídos em diferentes modalidades. O recorde anterior havia sido alcançado em Pequim 2022, quando o país competiu com 11 representantes.
Medalha inédita no esqui alpino
Autor da façanha histórica, Lucas Pinheiro Braathen celebrou não apenas o resultado esportivo, mas também a representatividade envolvida na conquista. “Eu e o Brasil não estávamos aqui apenas para participar. Estávamos aqui para fazer a diferença, trazer nossas cores, outra mentalidade, outra cultura e celebrar essa diversidade do Brasil e do esporte. Acho que esse ouro representa a força que existe nessa diversidade”, declarou o esquiador de 25 anos.
A prova de slalom gigante vencida por Braathen ocorreu na sexta-feira (20) e reuniu os principais especialistas da modalidade. O brasileiro completou as duas descidas com o tempo combinado de 2min21s47, superando adversários tradicionais como o austríaco Stefan Brennsteiner e o suíço Marco Odermatt.
Reconhecimento internacional
O desempenho não chamou atenção apenas em território nacional. Antes da cerimônia de encerramento, a presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, classificou todo o evento como “fantástico”. “Nas últimas duas semanas, vimos e vivemos Jogos incríveis. Não tenho palavras”, disse Coventry, que comandou sua primeira edição olímpica de inverno após assumir o cargo no ano passado.
Com o balanço positivo, o COB já projeta ampliar ainda mais o investimento em modalidades de gelo e neve para o ciclo de 2030, mantendo o objetivo de consolidar o Brasil entre os países emergentes do cenário olímpico de inverno.
Com informações de Agência Brasil
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