No plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), na manhã desta quinta-feira, 19, a deputada estadual Linda Brasil (Psol) declarou que “a maior parte dos investimentos para a redução da pobreza e da insegurança alimentar em Sergipe vem do Governo Federal”. A afirmação foi feita durante a fase do pequeno expediente, quando os parlamentares utilizam a tribuna para registrar posicionamentos sobre temas de interesse público.
De acordo com a deputada, os números divulgados recentemente pelo Executivo estadual confirmam que os principais montantes destinados a programas de transferência de renda, apoio à agricultura familiar e políticas de segurança alimentar têm origem em verbas federais. Na avaliação da parlamentar, a dependência da União revela a necessidade de um esforço maior do Governo de Sergipe para ampliar a participação própria nessas iniciativas.
Linda Brasil ressaltou que o combate à pobreza extrema e à fome demanda ações coordenadas em diferentes esferas de poder, mas frisou que o volume de recursos oriundos do governo central ainda é substancialmente superior ao investimento realizado com recursos estaduais. Segundo ela, é fundamental que o orçamento sergipano reserve percentuais mais robustos para programas de inclusão social, garantindo a complementação das políticas federais em andamento.
Durante o pronunciamento, a deputada pontuou que a divulgação detalhada das cifras possibilita ao Legislativo exercer a fiscalização sobre a aplicação dos recursos e, simultaneamente, cobrar maior compromisso do governo local. Ela afirmou que pretende acompanhar, por meio de requerimentos e audiências públicas, a execução dos programas de segurança alimentar em todo o estado.
A parlamentar também destacou que Sergipe vem sendo contemplado com diferentes instrumentos federais de apoio, entre eles projetos voltados para a distribuição de cestas básicas, fortalecimento de cozinhas comunitárias e concessão de incentivos à agricultura familiar. Para Linda Brasil, esses mecanismos têm sido decisivos para mitigar os efeitos da carestia, mas o cenário só será revertido quando houver contrapartida financeira proporcional do Tesouro estadual.
Antes de encerrar sua fala, a deputada reiterou que não se trata de transferência de responsabilidade, e sim de reconhecer a composição atual do financiamento. Ela concluiu pedindo união entre as esferas de governo e acompanhamento permanente da sociedade civil para que Sergipe avance na superação da pobreza e da insegurança alimentar.
Com informações de Al.se.leg
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