O forte calor que marcou o carnaval de 2026 no Rio de Janeiro resultou em uma média de cinco atendimentos por hora nas 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede estadual. O balanço da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) considera o período de 13 a 17 de fevereiro, quando 647 pessoas procuraram socorro com sintomas atribuídos à exposição a altas temperaturas.
Entre as queixas mais recorrentes estavam dor de cabeça, tontura, náuseas, pele excessivamente quente e seca, pulso acelerado, temperatura corporal elevada, alterações visuais, confusão mental, respiração ofegante, taquicardia, desidratação, insolação e desequilíbrio hidroeletrolítico. Segundo a SES-RJ, as UPAs de Realengo, Botafogo e Irajá foram as que mais registraram ocorrências ligadas ao calor durante os dias de folia.
Movimento geral nas unidades
No total, as UPAs estaduais contabilizaram 27.433 atendimentos em todas as especialidades nos cinco dias de festa, volume 2,05% superior ao observado no carnaval de 2025. As principais causas de procura foram dores diversas e casos de gastroenterite. As unidades de Mesquita, Campo Grande I e Nova Iguaçu (Botafogo) lideraram o ranking de demanda geral nesse intervalo.
Serviço de urgência móvel
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) da capital fluminense, único administrado diretamente pelo governo estadual, somou 3.262 chamadas no mesmo período. Campo Grande, Centro, Copacabana, Santa Cruz e Guaratiba concentraram a maior parte das ocorrências. As solicitações mais frequentes envolveram problemas cardiovasculares, eventos neurológicos e quedas da própria altura.
A Secretaria de Estado de Saúde reforça recomendações de hidratação constante, uso de roupas leves e busca por locais arejados como medidas essenciais para reduzir o risco de complicações causadas pelas altas temperaturas, sobretudo em períodos de grandes aglomerações como o carnaval.
Com informações de Agência Brasil
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