A Nike confirmou nesta segunda-feira (26) que apura um suposto ataque cibernético que teria exposto 1,4 terabyte (TB) de arquivos dos seus sistemas internos. A informação foi divulgada pelo portal britânico de tecnologia The Register, que afirma ter obtido parte do material.
Um terabyte equivale a aproximadamente 1.000 gigabytes (GB). Para efeito de comparação, essa capacidade de armazenamento comporta cerca de 250 mil músicas, até 60 horas de vídeo ou 160 mil fotos.
De acordo com o The Register, os dados de consumidores e de funcionários não aparecem entre os itens comprometidos. A Nike declarou ao site que “leva a privacidade do consumidor e a segurança da informação muito a sério” e que “está investigando um possível incidente de cibersegurança, avaliando ativamente a situação”. Procurada também pelo g1, a companhia ainda não enviou posicionamento adicional.
Grupo WorldLeaks assume autoria
O vazamento foi reivindicado pelo coletivo hacker WorldLeaks, que afirmou ter obtido 188.347 arquivos. Entre os diretórios elencados estão rótulos como “Roupas Esportivas Femininas”, “Roupas Esportivas Masculinas”, “Recursos de Treinamento – Fábrica” e “Processo de Confecção de Vestuárias”. Esses títulos sugerem acesso a detalhes de produtos, processos de fabricação e documentação de treinamento industrial.
O WorldLeaks é apontado pelo The Register como responsável por “centenas de ataques” anteriores. Em julho de 2025, o grupo declarou ter violado sistemas da Dell e obtido 416.103 arquivos. Na ocasião, a fabricante de computadores negou que informações sensíveis tenham sido expostas.
Contexto de outras brechas recentes
A revelação sobre a Nike surge poucos dias após outro alerta sobre vulnerabilidades digitais. Na semana passada, o g1 noticiou que o pesquisador de cibersegurança ucraniano Jeremiah Fowler encontrou um banco de dados com 149 milhões de senhas visíveis na internet, totalizando 96 GB de informações brutas. O levantamento incluía endereços de e-mail, nomes de usuário e senhas de vítimas espalhadas pelo mundo.
Imagem: Anton Vaganov/Reuters
Segundo Fowler, o conjunto exposto reunia, entre outros, 48 milhões de contas do Gmail, 4 milhões do Yahoo, 1,5 milhão do Outlook e 900 mil do iCloud, além de 1,4 milhão de e-mails com domínio “.edu”. Serviços como Facebook (17 milhões de contas), Instagram (6,5 milhões), Netflix (3,4 milhões), TikTok (780 mil), Binance (420 mil) e OnlyFans (100 mil) também figuravam na lista.
Enquanto especialistas reforçam a importância de políticas de segurança mais rígidas, a Nike permanece analisando a extensão do incidente atribuído ao WorldLeaks. Até o momento, não há indícios de que dados pessoais de consumidores ou colaboradores tenham sido afetados.
Com informações de G1
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