O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, declarou nesta quinta-feira (8) que delitos cometidos contra o Estado Democrático de Direito não prescrevem e não podem ser alvo de indulto, graça ou anistia, principalmente quando envolvem civis ou militares armados.
A declaração ocorreu no Palácio do Planalto, em cerimônia que lembrou os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Lewandowski reforçou a necessidade de vigilância permanente para proteger a democracia. “O preço da liberdade é a eterna vigilância”, citou, lembrando a frase atribuída a Thomas Jefferson.
Segundo o ministro, o ato anual tem o propósito de recordar a importância da união em defesa das instituições democráticas. “A solenidade, repetida todos os anos, recorda a todos que é preciso permanecer unidos e vigilantes em defesa da nossa liberdade, a duras penas resgatada”, afirmou.
Durante o evento, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, defendeu punições rigorosas aos envolvidos nos ataques. “Se, perdendo as eleições, tentaram um golpe de Estado, imagine o que não teriam feito se tivessem vencido”, disse.
Alckmin citou o ex-governador Mário Covas ao diferenciar agentes públicos comprometidos ou não com a democracia. Para o vice-presidente, a resposta conjunta dos Três Poderes aos episódios de 8 de janeiro demonstra a força institucional do país. “Boas instituições fazem a diferença. As pessoas passam, as instituições ficam”, ressaltou.
Fonte: Agência Brasil
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