Geriatra alerta para riscos do uso de canetas emagrecedoras por idosos

Claudio Vasconcelos
2 Min Leitura

Brasília – O presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Leonardo Oliva, afirmou nesta terça-feira (6) que o uso de canetas emagrecedoras por pessoas com 60 anos ou mais exige acompanhamento médico rigoroso para evitar complicações.

Segundo o geriatra, sem orientação adequada, náuseas, vômitos, dificuldade para ingerir alimentos e água, desidratação e distúrbios eletrolíticos podem surgir de forma rápida. A médio prazo, há risco de desnutrição.

Perda de massa muscular

Oliva destacou que, aproximadamente, um terço do peso perdido com esses medicamentos corresponde a massa magra. “Na população idosa, essa perda pode significar redução da capacidade de realizar atividades diárias e, em alguns casos, essa função não é recuperada”, alertou.

O diretor-científico da SBGG, Ivan Aprahamian, acrescentou que menor apetite, náuseas e emagrecimento rápido podem precipitar síndromes geriátricas como sarcopenia e fragilidade física.

Indicações corretas

As canetas emagrecedoras são indicadas para tratar obesidade, diabetes tipo 2 e apneia do sono. “Não se destinam a quem deseja perder poucos quilos por razões estéticas”, frisou Oliva. Para ele, o medicamento representa “inovação importante”, mas deve ser utilizado apenas em casos clínicos bem definidos.

Acompanhamento multidisciplinar

Nos tratamentos de obesidade, a SBGG recomenda que idosos recebam suporte médico, nutricional e de profissionais de educação física ou fisioterapeutas. A prática regular de exercícios, especialmente musculação, ajuda a reduzir a perda muscular durante o emagrecimento.

O especialista também desaconselha metas de perda de peso muito rápidas, pois quanto maior a velocidade do emagrecimento, maior a redução da massa magra.

Compra segura

Oliva reforçou a necessidade de adquirir o medicamento apenas com receita médica em farmácias autorizadas. Produtos falsificados vendidos no mercado ilegal apresentam risco de contaminação e dosagens desconhecidas. “Comprar em mercado paralelo coloca a saúde em grave perigo”, disse.

Ele lembrou que a exigência de receita existe para garantir avaliação médica prévia e monitoramento de possíveis efeitos adversos. “Não se deve pedir a receita a um conhecido sem passar por consulta”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe essa Notícia
Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.