O Ministério da Saúde abriu nesta terça-feira (16), em Porto Velho (RO), o primeiro Centro de Clima e Saúde (CCSRO) do país, localizado na nova sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Rondônia. A unidade foi lançada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e integra o AdaptaSUS – Plano Nacional de Adaptação do Setor de Saúde às Mudanças Climáticas.
Com investimento total de cerca de R$ 60 milhões, financiados pelo Ministério da Saúde e pela Fiocruz, o CCSRO terá foco territorial na Amazônia. A estrutura deverá monitorar de forma sistemática os impactos de fenômenos como queimadas, secas e enchentes na saúde da população, além de orientar secretarias estaduais e municipais no planejamento de ações preventivas.
Objetivos do centro
Entre as atribuições da nova unidade estão a produção de conhecimento científico e tecnológico, a formação de profissionais especializados, o fortalecimento da capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) a eventos climáticos extremos e o apoio à formulação e avaliação de políticas públicas para a região amazônica.
A expectativa do Ministério da Saúde é que o centro se torne referência para países da América Latina e do Caribe em discussões sobre adaptação climática no âmbito da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).
Amazonas como prioridade
No evento de inauguração, Padilha ressaltou que a Amazônia é prioridade no AdaptaSUS e na estratégia Mais Saúde Amazônia Brasil. Segundo o ministro, mais de R$ 4,5 bilhões em obras estão em andamento na região, incluindo novas unidades de saúde, hospitais, unidades básicas fluviais e modernização de estruturas já existentes com conectividade e telessaúde.
Com a criação do CCSRO, o Brasil passa a integrar o grupo de países que possuem centros dedicados à relação entre clima e saúde, como Reino Unido e Estados Unidos. O diferencial nacional é o foco direto na floresta amazônica.
Investimentos adicionais
Em novembro, a pasta anunciou um aporte extra de R$ 9,8 bilhões para reforçar as ações de adaptação do SUS às mudanças climáticas. O AdaptaSUS prevê até 2035 o cumprimento de 27 metas e 93 ações, incluindo sistemas de alerta, ampliação da vigilância em saúde, capacitação de equipes, execução de obras em áreas vulneráveis e desenvolvimento de plataformas integradas de dados.
Outras agendas em Rondônia
Ainda em Porto Velho, Padilha participou da assinatura do contrato de aquisição do prédio que abrigará o primeiro hospital universitário de Rondônia, fruto de acordo entre a Universidade Federal de Rondônia (UNIR), a prefeitura da capital e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).
Em Ji-Paraná, o ministro anunciou R$ 157,5 milhões do Novo PAC Seleções para a construção de uma maternidade, duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e uma Unidade Odontológica Móvel. A nova maternidade deverá atender mais de 10,5 mil gestantes por ano, inclusive 1,5 mil casos de alto risco, reduzindo deslocamentos para Porto Velho.
Padilha também inaugurou a carreta de saúde da mulher do programa Agora Tem Especialistas na cidade. Com isso, o país passa a contar com 41 carretas em operação em 24 estados e no Distrito Federal.
Fonte: Agência Brasil
Siga o Foco SE e entre no nosso grupo de notícias de Sergipe.



