A número 1 do ranking mundial, Aryna Sabalenka, declarou que não considera justo que tenistas femininas disputem partidas contra atletas transgênero no circuito profissional. A afirmação foi feita em entrevista ao apresentador britânico Piers Morgan, divulgada na terça-feira (9).
“Eles ainda têm grande vantagem sobre as mulheres e acho que não é justo enfrentar basicamente homens biológicos”, disse a bielorrussa, quatro vezes campeã de Grand Slam, enquanto divulgava a exibição “batalha dos sexos” marcada para 28 de dezembro contra o australiano Nick Kyrgios.
Regulamento atual da WTA
O regulamento de Participação de Gênero da WTA autoriza mulheres trans a competir desde que:
- declarem o gênero feminino por, no mínimo, quatro anos;
- mantenham níveis de testosterona reduzidos;
- aceitem a realização de testes periódicos.
O gerente médico da entidade pode alterar essas exigências caso a caso.
Questionada sobre o tema, a WTA não respondeu ao pedido de comentários enviado por e-mail.
Apoio de Kyrgios
Nick Kyrgios, finalista de Wimbledon em 2022, apoiou a posição da colega. “Acho que ela acertou em cheio”, disse o australiano durante a mesma conversa.
Precedentes no tênis
Não há tenistas transgênero atuando atualmente nos principais torneios. O caso mais conhecido é o de Renée Richards, que competiu no circuito feminino entre 1977 e 1981 e depois treinou a multicampeã Martina Navratilova.
Navratilova, dona de 18 títulos de Grand Slam em simples, tem se posicionado contra a participação de atletas trans em competições femininas. Já Billie Jean King, 12 vezes campeã de Grand Slam e vencedora da histórica “batalha dos sexos” de 1973, considera a exclusão de transgêneros uma forma de discriminação.
Fonte: Agência Brasil
Siga o Foco SE e entre no nosso grupo de notícias de Sergipe.



