O governo da Índia determinou que todos os smartphones vendidos no país passem a sair de fábrica com o aplicativo de segurança digital Sanchar Saathi já instalado. Modelos que já estão em uso deverão receber a ferramenta por meio de atualização de software em até 90 dias.
A ordem, enviada a fabricantes como Apple, Samsung e Xiaomi, foi aprovada sob as Telecommunications (Telecom Cyber Security) Rules, 2024. De acordo com o Ministério das Comunicações, o objetivo é combater fraudes, permitindo que consumidores registrem aparelhos roubados e bloqueiem o dispositivo de forma remota.
Em entrevista à CNBC, o ministro das Comunicações, Jyotiraditya Scindia, afirmou que a iniciativa busca “proteger o consumidor” e garantir reação rápida em casos de perda ou furto.
Críticas de oposição e entidades de privacidade
A medida provocou reação imediata. O principal partido de oposição e organizações de defesa de direitos digitais criticaram a exigência. A Internet Freedom Foundation (IFF) declarou nas redes sociais que a decisão amplia de maneira preocupante o poder do Executivo sobre dispositivos pessoais.
Para a entidade, embora o combate à fraude seja legítimo, a solução é “desproporcional, juridicamente frágil e prejudicial à privacidade”. A IFF afirmou que pretende contestar a determinação e trabalhar pela sua revogação.
Panorama da rede 5G no país
Dados divulgados no fim de novembro mostram que o sinal 5G, leiloado há quatro anos, já cobre 64% da população indiana. A meta oficial para 2027 — alcançar 57% dos habitantes — foi superada antes do prazo. Apesar da expansão, apenas 20% dos usuários possuem aparelhos compatíveis com a nova tecnologia, segundo levantamento da Folhapress divulgado em 2 de dezembro de 2025.
Até o momento, o governo não informou se o Sanchar Saathi terá impacto direto na adoção de dispositivos 5G.
Fonte: Notícias ao Minuto
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