Hospital das Clínicas da USP receberá primeira unidade inteligente do SUS

Claudio Vasconcelos
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O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) será a sede do primeiro Instituto Tecnológico de Emergência do país, anunciado como o hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o Ministério da Saúde, a nova estrutura deve reduzir em 25% o tempo médio de espera na emergência, passando dos atuais 120 minutos para cerca de 90 minutos.

Investimento e prazo

O projeto prevê aporte de R$ 1,7 bilhão, financiado por meio de cooperação com o Banco do BRICS, que ainda avalia a documentação entregue pela pasta. A previsão é que a unidade entre em operação em 2029.

Acordo de cooperação

Para viabilizar a obra, o governo federal assinou Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o HC e a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, responsável pela cessão do terreno. Esse documento foi o último passo exigido para a solicitação de financiamento ao banco internacional.

Rede nacional de hospitais inteligentes

A unidade paulistana integra a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão do SUS, iniciativa que busca modernizar a assistência hospitalar. A gestão ficará a cargo do HC, enquanto o custeio será dividido entre o Ministério da Saúde e a secretaria estadual.

No lançamento do projeto, realizado em 19 de novembro de 2025, o ministro Alexandre Padilha destacou que a tecnologia será levada também a 13 estados, com unidades de terapia intensiva equipadas com os mesmos recursos.

Metas de eficiência

Com sistemas totalmente digitais, baseados em inteligência artificial, telemedicina e conectividade integrada, a expectativa é acelerar o acesso a UTIs, reduzir o tempo médio de internação e ampliar o número de atendimentos.

Projeções do ministério indicam que a permanência de pacientes clínicos em UTI pode cair de 48 para 24 horas, enquanto o tempo em enfermaria deve passar de 48 para 36 horas. A integração de dados também poderá cortar custos operacionais em até 10%.

Capacidade e sustentabilidade

Quando estiver em funcionamento, o hospital inteligente deverá atender 180 mil pacientes de emergência e terapia intensiva por ano, além de 10 mil em neurologia e neurocirurgia e 60 mil consultas ambulatoriais de neurologia. A infraestrutura seguirá padrões internacionais de sustentabilidade, com certificação verde e sistemas de monitoramento de consumo de energia, água e resíduos.

Fonte: Agência Brasil

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.