A Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) realizou na manhã desta quarta-feira, 12 de novembro de 2025, a palestra “Saúde Integrada: Prevenção, Cuidados e Avanços na Saúde do Homem e no Enfrentamento do Diabetes”. A iniciativa, proposta pela deputada Áurea Ribeiro (Republicanos), ocorreu durante o Grande Expediente da sessão plenária e reuniu parlamentares, profissionais de saúde, representantes da sociedade civil e integrantes da Comissão de Saúde da Casa.
Aliados e oposicionistas participaram do evento em apoio ao Novembro Azul, campanha dedicada a estimular os homens a adotarem hábitos de prevenção, realizar exames de rotina e superar tabus, especialmente sobre o câncer de próstata.
Foco na prevenção
No pronunciamento de abertura, a deputada Áurea Ribeiro ressaltou a necessidade de ampliar o acesso à informação. “Ainda existe resistência ao exame de toque, essencial para o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Precisamos quebrar esse tabu e incentivar consultas regulares”, afirmou. A parlamentar destacou ainda a inclusão do tema diabetes na programação para alertar sobre uma doença que “atinge milhares de brasileiros e, sem controle adequado, causa complicações graves”.
Dados sobre diabetes
De acordo com a International Diabetes Federation (IDF), o Brasil possui cerca de 499.402 pessoas com diabetes tipo 1, número que cresce, em média, 4,4% ao ano. Somados todos os tipos, o país registra aproximadamente 20 milhões de casos; no mundo, são quase 583 milhões. Em Sergipe, o total estimado é de 2,29 milhões de pessoas.
Participação de especialistas
Convidado para o encontro, o médico e bioquímico Dr. Lysandro Borges lembrou que os homens vivem, em média, dez anos a menos que as mulheres. “No Novembro Azul, enfatizamos o rastreamento do câncer de próstata e, paralelamente, o controle do diabetes, que é um dos maiores desafios de saúde pública”, disse. Ele salientou que as principais complicações da doença — renais, cardiovasculares e neurológicas — geram alto custo ao sistema de saúde, mas podem ser minimizadas com diagnóstico precoce e tecnologias como o sensor de glicose de monitoramento contínuo.
A endocrinologista Dra. Mariana Garcez apresentou resultados de um estudo realizado no Hospital Universitário sobre o uso de sensores em pacientes com diabetes tipo 1, indicando melhora do controle glicêmico e da qualidade de vida. “Alimentação equilibrada, atividade física regular e controle do peso seguem sendo fundamentais para evitar o diabetes tipo 2, mais comum em homens de meia-idade”, reforçou. Segundo ela, muitos pacientes desconhecem alterações na glicemia e só descobrem a enfermidade em estágio avançado.
Ao final da palestra, parlamentares e profissionais de saúde defenderam a continuidade de ações educativas voltadas tanto ao público masculino quanto a pessoas com diabetes, com ênfase na prevenção, no diagnóstico precoce e no uso de novas tecnologias para melhorar o cuidado.
Fonte: Assembleia Legislativa de Sergipe
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