Rabat (Marrocos) – George Weah, ex-atacante liberiano e vencedor da Bola de Ouro em 1995, conclamou a comunidade esportiva a combater o racismo nos estádios durante a reunião de dois dias do Painel da Voz dos Jogadores (PVP) da FIFA, realizada em Rabat.
O encontro, encerrado nesta segunda-feira (10), reuniu 16 ex-jogadores considerados lendas do esporte. Weah, que também comandou a Libéria entre 2018 e 2024, preside o grupo.
Apelo contra a “doença” do racismo
“O que vim fazer aqui é mostrar ao mundo que não há necessidade de racismo. Devemos desfrutar do jogo bonito, caminhar juntos no estádio, cantar juntos e, se perdermos, tentar novamente”, declarou o ex-atacante. Para ele, o preconceito é uma “doença” que não pode ser tolerada em espaços públicos, especialmente dentro de campo.
Weah acrescentou que a convivência pacífica é essencial: “Acho que o importante é esquecermos de xingar uns aos outros, nos abraçarmos e fazermos amigos. Guerra não é boa coisa.”
Participação de dirigentes da FIFA
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, participou da sessão ao lado do secretário-geral Mattias Grafström, da diretora de futebol Jill Ellis e do vice-diretor de Associações Membros, Gelson Fernandes. Infantino reforçou a importância do trabalho conjunto: “Só em equipe podemos vencer”.
Weah agradeceu o convite: “Como ex-jogador e ex-chefe de Estado, minha voz é crucial porque vivenciei o racismo durante a carreira. Estou em posição de dizer ‘não’ ao racismo”.
Carreira de destaque
Ao longo da trajetória profissional, Weah vestiu as camisas de Monaco, Paris Saint-Germain, Milan, Chelsea, Manchester City e Olympique de Marselha. Em 1995, foi eleito Melhor do Mundo pela FIFA e recebeu a Bola de Ouro.
O Painel da Voz dos Jogadores volta a se reunir nos próximos meses para discutir novas ações contra o racismo e outras questões sociais ligadas ao futebol.
Fonte: Futebol Interior
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