CPI do Senado vai apurar atuação de facções em setores econômicos legais

Rafael Ramos
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, instalada no Senado na terça-feira (4), aprovou o plano de trabalho apresentado pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O documento prevê nove diretrizes, com destaque para a investigação da infiltração de facções criminosas em atividades econômicas legalizadas.

Vieira, ex-delegado de polícia, afirmou que a presença de grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) em setores formais envolve contadores, advogados e empresas de fachada usadas para lavagem de dinheiro. Segundo o parlamentar, será necessário criar mecanismos de controle mais rígidos para enfrentar essa nova “roupagem empresarial” das organizações criminosas.

Diretrizes aprovadas

Os nove eixos que nortearão as investigações são:

  • Ocupação territorial por tráfico, milícias e crimes ambientais;
  • Lavagem de dinheiro, com foco em fintechs, criptomoedas e setores lícitos como combustíveis, bebidas, garimpo, mercado imobiliário e produções artísticas;
  • Sistema prisional, apontado como “depósito de gente e escritório do crime”;
  • Corrupção ativa e passiva em todas as esferas;
  • Rotas usadas para transportar mercadorias ilícitas;
  • Crimes das facções, incluindo tráfico de drogas e armas, contrabando, sonegação, extorsão, roubos, furtos, receptação, estelionato e delitos digitais;
  • Integração entre órgãos de segurança pública e Forças Armadas, sobretudo em fronteiras;
  • Experiências bem-sucedidas de prevenção e repressão ao crime organizado;
  • Orçamento para segurança pública, considerado alto pelo relator.

Comando da comissão

No mesmo dia, o colegiado elegeu o senador Fabiano Contarato (PT-ES) como presidente. Com 27 anos de carreira como delegado, Contarato conduzirá os trabalhos ao lado de 11 senadores titulares e sete suplentes.

A CPI terá 120 dias para investigar a estrutura, a expansão e o funcionamento de facções e milícias no país. Entre os objetivos estão mapear o modus operandi, identificar rotas e estruturas de tomada de decisão e propor aperfeiçoamentos na legislação.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.