PF detalha esquema de segurança para a COP30 em Belém

Robson Alves
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A Polícia Federal concluiu o plano de segurança para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para ocorrer de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém.

Eixos do planejamento

A estratégia está organizada em três frentes:

Diplomacia e delegações: a previsão de um número recorde de representantes internacionais com posições divergentes exigiu um modelo de proteção específico para autoridades e coordenação geopolítica ampliada.

Logística reforçada: haverá incremento na fiscalização migratória, vigilância nos portos – com destaque para o Porto de Outeiro, que receberá navios de cruzeiro – e segurança nos aeroportos, incluindo a Base Aérea de Belém, porta de entrada de chefes de Estado e comitivas.

Liberdade de manifestação: a PF montará perímetros para garantir protestos de povos originários e movimentos sociais sem afetar a rotina da capital paraense.

Efetivo e recursos

Cerca de 1,2 mil servidores, entre policiais e funcionários administrativos, já foram mobilizados. O plano contempla equipes fixas no Aeroporto Internacional de Belém e no Porto de Outeiro, além de unidades especializadas em prevenção a crimes cibernéticos, terrorismo, varreduras e contramedidas antibomba.

Aldeia COP

Para acolher povos indígenas do Brasil e de outros países, o governo federal montou a “Aldeia COP” na Universidade Federal do Pará. A área total soma 72.695 m², com 14.903,81 m² de construções. A expectativa é acomodar até 3 mil indígenas durante o evento. A iniciativa é coordenada pelo Ministério dos Povos Indígenas em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e a Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa).

Últimas sedes da conferência

A COP foi realizada em Baku (Azerbaijão) em 2024, Dubai (Emirados Árabes Unidos) em 2023, Sharm el-Sheikh (Egito) em 2022 e Glasgow (Escócia) em 2021.

Com a realização da COP30 na Amazônia, a Polícia Federal reforça que o Brasil se consolida como espaço para a livre manifestação de povos originários nos debates climáticos.

Fonte: Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.