Ex-procurador do INSS fica em silêncio na CPMI mesmo após questionamentos sobre patrimônio

Rafael Ramos
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O ex-procurador-geral do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Virgílio Oliveira Filho prestou depoimento na tarde desta quinta-feira (23) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura desvios em benefícios de aposentados e pensionistas, mas decidiu não responder às perguntas do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

Amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), Oliveira Filho afirmou que permaneceria em silêncio diante de qualquer questão que pudesse incriminá-lo. O relator insistiu em esclarecimentos sobre a evolução patrimonial do ex-procurador, mas todas as indagações foram recebidas com a mesma resposta: “Por orientação da minha defesa, vou permanecer em silêncio”.

Afastamento e investigação

A Justiça afastou Virgílio Oliveira Filho do cargo em abril. De acordo com investigações da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), ele teria recebido R$ 11,9 milhões de empresas ligadas a associações investigadas por descontos irregulares nos contracheques de segurados, esquema que, segundo os inquéritos, desviou cerca de R$ 6,3 bilhões.

Antes de optar pelo silêncio, o ex-procurador ressaltou não ser réu nem indiciado. “Não sou réu, muito menos condenado. Não fui ouvido pelas autoridades”, declarou, dizendo que defenderá seus atos enquanto ocupou o cargo.

Companheira também se cala

Pela manhã, a comissão ouviu Thaisa Hoffmann Jonasson, companheira de Oliveira Filho e sócia de empresas de consultoria. Apontada por parlamentares como possível laranja no esquema, ela também permaneceu em silêncio durante quase toda a oitiva.

Pressão por prisões

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que testemunhas que não marcarem depoimento até o próximo fim de semana poderão ter a prisão solicitada. Entre os que precisam comparecer estão Mauro Palombo Concílio, Vinicius Ramos da Cruz, Silas da Costa Vaz, Cecília Rodrigues Mota e Danilo Berndt Trento.

Viana ainda fez um apelo ao ministro do STF André Mendonça para que decrete as prisões preventivas já aprovadas pelo colegiado. “O tempo da paciência acabou, agora é tempo de ação”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.