Bebidas alcoólicas adulteradas com metanol representam perigo não apenas ao consumo direto, mas também durante tentativas de verificação doméstica. O Conselho Federal de Química (CFQ) advertiu, neste sábado (4), que procedimentos caseiros para identificar a substância podem causar intoxicação.
Denúncia deve ser feita por canais oficiais
Segundo o analista químico Siddhartha Giese, do CFQ, a forma mais segura de colaborar com a fiscalização é registrar denúncias por meios institucionais. Entre as opções estão o site do Procon, as vigilâncias sanitárias estaduais ou municipais, a Polícia Civil e os Conselhos Regionais de Química (CRQs). As queixas podem ser anônimas.
Evite cheirar ou provar a bebida
Giese reforça que, diante de suspeita, é perigoso cheirar ou degustar o produto. Caso haja qualquer sinal de contaminação, a orientação é acionar imediatamente o Disque-Intoxicação da Anvisa pelo número 0800-722-6001 e buscar atendimento de emergência.
Como identificar possíveis irregularidades
Para prevenir episódios de envenenamento, o especialista recomenda atenção a indícios como:
- preços muito abaixo da média de mercado;
- lacres tortos ou violados;
- rótulos desalinhados ou com erros ortográficos;
- ausência de informações obrigatórias, como CNPJ, endereço do fabricante ou número de lote.
Fiscalização do transporte e da comercialização
O metanol é classificado como substância controlada no Brasil. A cadeia de suprimento é monitorada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável por autorizar importação, transporte, armazenamento, distribuição e uso. Todas as operações exigem cadastro prévio e rastreabilidade completa.
A Polícia Federal atua na repressão a desvios e fraudes, enquanto o CFQ e os CRQs fiscalizam indústrias que utilizam processos químicos, exigindo a presença de um responsável técnico habilitado.
Sintomas de intoxicação
A ingestão de metanol pode gerar visão turva ou perda de visão, náuseas, vômitos, dores abdominais e sudorese. Diante desses sinais, o recomendado é:
- procurar imediatamente atendimento médico de urgência;
- ligar para o Disque-Intoxicação (0800-722-6001);
- contatar o Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo – CCI (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – ou o CIATox local.
Pessoas que tenham consumido a mesma bebida também devem ser orientadas a buscar avaliação médica sem demora.
Fonte: Agência Brasil
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