Cartão SUS passa a usar CPF como identificador único

Claudio Vasconcelos
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O Ministério da Saúde iniciou, nesta terça-feira (16), a emissão do novo Cartão Nacional de Saúde (CNS) contendo apenas nome e CPF, substituindo o antigo número próprio do documento. A medida foi anunciada em conjunto com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Limpeza da base de dados

Para viabilizar a unificação, a pasta promove desde julho uma revisão no Cadastro de Usuários do SUS (CadSUS). O total de registros ativos caiu de 340 milhões para 286,8 milhões. Desses, 246 milhões já estão vinculados ao CPF, enquanto 40,8 milhões permanecem sem o documento e passam por análise para possível inativação.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a previsão é que 111 milhões de cadastros sejam desativados até abril de 2026, em um ritmo de cerca de 11 milhões por mês. “Não estamos deixando ninguém para trás”, afirmou, garantindo atendimento a quem ainda não possui CPF.

Integração com a Receita Federal

A interoperabilidade entre o CadSUS e a base da Receita Federal permite usar o CPF como identificador único do cidadão. A expectativa é que, ao final do processo, o total de cadastros ativos no SUS se iguale ao número de CPFs válidos no país, estimado em 228,9 milhões. A integração também disponibiliza informações como o histórico de vacinas e os medicamentos fornecidos pelo programa Farmácia Popular.

Cadastro temporário

Usuários sem CPF continuarão a ser atendidos mediante um cadastro provisório, válido por 12 meses. A ferramenta cobre situações de emergência nas quais o número não pode ser apresentado. Após esse período, será necessária a inclusão do CPF e a realização de prova de vida.

Populações específicas

Estrangeiros, povos indígenas, ribeirinhos e outros grupos que não utilizam CPF permanecem identificados pelo Cadastro Nacional de Saúde, que passa a ser considerado registro secundário e complementar.

Adequação dos sistemas

Todos os sistemas de informação do SUS serão adequados para adotar o CPF, incluindo a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e o prontuário eletrônico da atenção primária. O cronograma será pactuado com Conass e Conasems e deve ser concluído até dezembro de 2026.

Compartilhamento seguro de dados

O CadSUS também será integrado à Infraestrutura Nacional de Dados (IND), administrada pelo MGI. A conexão permitirá o intercâmbio seguro de informações com órgãos como IBGE e CadÚnico, contribuindo para aprimorar o monitoramento, reduzir desperdícios e fortalecer a gestão do sistema público de saúde.

Fonte: Agência Brasil

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.