O paranaense Yago Dora, 29 anos, sagrou-se campeão da temporada 2025 da Liga Mundial de Surfe (WSL) na última segunda-feira (1º), nas Ilhas Fiji, e tornou-se o quinto brasileiro a chegar ao topo da modalidade. A vitória amplia para oito o número de conquistas do país desde 2014, evidenciando a supremacia verde-e-amarela no circuito.
Número 9 como amuleto
Em coletiva on-line concedida nesta sexta-feira (5) à imprensa — entre eles a Agência Brasil —, Dora explicou que adotou o número 9 na lycra de competição inspirado em Ronaldo Fenômeno. “O 9 representa o cara que aparece na hora decisiva. Queria isso para a minha carreira”, afirmou o surfista, que repetiu até o corte de cabelo usado pelo ex-atacante na final da Copa de 2002.
Caminho até a taça
Líder da temporada após triunfos nas etapas de Peniche (Portugal) e Trestles (Estados Unidos), Yago entrou direto na final do WSL Finals, evento que reúne os cinco melhores homens e mulheres do ranking. Uma mudança de regulamento, anunciada em julho, definiu que bastaria ao líder vencer a primeira bateria decisiva para ficar com o título. Contra o norte-americano Griffin Colapinto, o brasileiro confirmou a taça logo na primeira disputa.
Supremacia brasileira desde 2014
Com o feito, o Brasil soma agora oito títulos mundiais de surfe em 12 temporadas: Gabriel Medina (2014, 2018 e 2021), Adriano de Souza, o Mineirinho (2015), Italo Ferreira (2019), Filipe Toledo (2022 e 2023) e, agora, Yago Dora (2025). O único campeão não brasileiro no período foi o havaiano John John Florence (2016, 2017 e 2024).
“Além do talento, o diferencial é a dedicação. Os brasileiros são os que mais treinam. Vejo todo mundo botando mais tempo na água e buscando evolução”, avaliou o novo campeão, que faz parte da elite da WSL desde 2017.
Futebol na pauta
Torcedor do Athletico-PR, Dora foi questionado sobre o momento do clube, atualmente na Série B do Campeonato Brasileiro depois de ser rebaixado em 2024. “Está difícil ser torcedor do Athletico, mas em qualquer esporte é preciso continuar acreditando e trabalhando. Uma hora as coisas mudam”, comentou.
Ao encerrar a entrevista, o surfista classificou a conquista em Fiji como “um sonho” e lembrou que, no ano anterior, havia ficado a uma bateria da decisão no mesmo local. “Acreditei que esse lugar tinha algo especial para mim”, concluiu.
Fonte: Agência Brasil
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