União Brasil e PP oficializam saída da base de apoio ao governo Lula

Rafael Ramos
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Brasília – A federação partidária União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), comunicou nesta terça-feira (2) que todos os detentores de mandato filiados às siglas devem renunciar a seus cargos no governo federal, formalizando o rompimento com a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O anúncio foi feito na Câmara dos Deputados pelo presidente do União Brasil, Antônio Rueda, ao lado do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI). No texto lido pelos dirigentes, a federação determina que, em caso de descumprimento, os filiados serão afastados de suas funções partidárias e poderão sofrer sanções previstas no estatuto.

“Esta decisão representa um gesto de clareza e coerência. É isso que o povo brasileiro e os eleitores exigem de seus representantes”, diz o comunicado.

Ministros sob pressão

A orientação atinge diretamente dois ministros que são deputados licenciados: Celso Sabino (Turismo), do União Brasil, e André Fufuca (Esporte), do PP. Até o momento, ambos não se pronunciaram sobre a permanência nos cargos.

Outros quadros ligados ao União Brasil ocupam postos no governo, entre eles Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico de Siqueira (Comunicações), indicados pelo senador Davi Alcolumbre (AP). Já o PP tem a presidência da Caixa Econômica Federal, exercida por Carlos Vieira, indicado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL).

Reação do Palácio do Planalto

Em nota publicada nas redes sociais, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou respeitar a decisão da federação, mas ressaltou que quem optar por permanecer na equipe deverá “ter compromisso com o presidente Lula e com as pautas principais deste governo, como justiça tributária, democracia e soberania”. Ela destacou que tal compromisso vale para ocupantes de cargos com e sem mandato, bem como para quem fez indicações políticas.

Com mais de 100 parlamentares somados, União Brasil e PP vinham integrando a base aliada desde o início do terceiro mandato de Lula. O afastamento anunciado nesta terça-feira pode alterar a correlação de forças no Congresso e a composição de ministérios e estatais.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.