O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) registrou 2.950 denúncias de atendimentos ou procedimentos oftalmológicos realizados de forma irregular no país entre janeiro de 2017 e junho de 2025. Somente nos primeiros seis meses deste ano foram 142 representações, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26).
Risco à saúde pública
De acordo com a entidade, cresce o número de casos em que exames, diagnósticos e prescrições de lentes são feitos por pessoas sem formação em medicina, muitas vezes em óticas e outros estabelecimentos comerciais. O conselho classifica a prática como perigo à saúde coletiva e orienta a população a desconfiar de “soluções fáceis” e buscar profissionais habilitados.
Requisitos para o exercício da especialidade
Segundo o CBO, apenas médicos com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) estão aptos a realizar exames oftalmológicos. Além disso, os atendimentos devem ocorrer em locais que cumpram normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), incluindo adequação da estrutura física, equipamentos e condições de higiene.
Congresso em Curitiba
O aumento das denúncias será um dos assuntos discutidos no 69º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, que começa nesta quarta-feira (27) em Curitiba. O evento reúne especialistas, pesquisadores e representantes da indústria de tecnologia voltada à saúde ocular até sábado (30).
Fonte: Agência Brasil
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