Uma onda de mortes misteriosas eliminou 14 gatos comunitários em dois dias na Universidade Federal de Sergipe. Protetores denunciam o caso e pedem apoio urgente.
Um grave incidente ocorreu no campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, onde pelo menos 14 gatos comunitários foram encontrados mortos em um intervalo de 48 horas. A situação causou grande preocupação entre a comunidade acadêmica e os defensores dos direitos dos animais no estado.
A protetora animal Miriam Guedes, membro do grupo Amigos dos Animais de Sergipe, relatou que dez gatos foram encontrados mortos no sábado, 6 de junho, e outros quatro no domingo, 7 de junho. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, ela reforçou a denúncia e fez um apelo por apoio para evitar novas mortes de animais.
“O que mais importa agora, para esses animais e para as pessoas que se importam com eles, é o que está sendo feito para coibir novas mortes. Só não pode ficar esperando a investigação ser concluída e todos os dias esses números absurdos de gatos mortos”, afirmou Miriam.
Em resposta à situação, a UFS informou que está tomando providências em conjunto com as autoridades competentes para esclarecer os fatos. A universidade destacou que os casos estão sendo monitorados pela Divisão de Animais Comunitários (Diacom/UFS), que é responsável pela gestão ética e promoção do bem-estar animal, além do controle e monitoramento dos gatos que habitam o campus.
Os corpos dos gatos estão sendo encaminhados ao Departamento de Medicina Veterinária (DMV), onde necropsias estão sendo realizadas. A UFS também mencionou que está colaborando com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Científica, e alguns casos já foram encaminhados à Delegacia de Proteção Animal e Meio Ambiente (Depama) da Polícia Civil para a devida apuração.
Conforme informações da UFS, os registros indicam que as mortes ocorreram durante o período noturno, quando a Diacom e outros setores da universidade não estão em operação. As equipes de investigação estão considerando duas hipóteses principais para os ataques: a ação de cachorros-do-mato, possivelmente influenciada pela sazonalidade, ou de matilhas de cães errantes.
A universidade solicita que qualquer informação, imagem, vídeo ou relato sobre movimentações suspeitas seja preservado e imediatamente comunicado à Diacom pelo telefone/WhatsApp: (79) 3194-6449.
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