Votação da reforma do estatuto do Corinthians é adiada para ampliar debate com torcedores

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O Conselho Deliberativo do Corinthians decidiu, por unanimidade, adiar a votação do anteprojeto de reforma do estatuto do clube. A reunião ocorreu na noite de segunda-feira, 24, no Parque São Jorge, mas foi suspensa para que o texto seja discutido em audiências públicas abertas a torcedores e sócios.

Calendário de audiências

Ficou definido que serão realizadas nove sessões entre dezembro e fevereiro, nas seguintes datas: 04/12, 08/12, 16/12, 21/01, 23/01, 26/01, 29/01, 02/02 e 04/02. Após esses encontros, a votação no Conselho deve ocorrer em fevereiro, e a decisão final ficará a cargo de uma assembleia de sócios prevista para março.

“Não se trata de retardar o debate, e sim de dar amplitude e democracia para que todos possam participar, inclusive o torcedor”, afirmou o ex-diretor jurídico Vinícius Cascone, um dos autores do pedido de adiamento.

Pontos centrais da proposta

A minuta em discussão prevê:

  • Criação de uma nova categoria de sócio de futebol com direito a voto nas eleições para presidente, 1º e 2º vice-presidentes;
  • Exigência de quatro anos de pagamentos ininterruptos, em duas modalidades de contribuição, para habilitar o voto;
  • Possibilidade de migração ao quadro social após seis anos de adimplência;
  • Ampliação dos mandatos de presidente e conselheiros de três para quatro anos, com proibição de reeleição para o presidente e vedação de reeleição consecutiva para vice-presidentes;
  • Eleição presidencial em dois turnos (em uma das propostas analisadas).

SAF e governança

O texto também autoriza a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), desde que o Corinthians mantenha, no mínimo, 51% do capital e que a operação seja aprovada por assembleia de associados após auditoria independente. A proposta impede que investidores externos tenham controle majoritário.

Outra mudança institui o cargo de Chief Executive Officer (CEO), selecionado mediante processo público conduzido por empresa especializada. O contrato poderá ter até quatro anos e estará atrelado ao cumprimento de metas.

Além disso, o clube ficaria autorizado a constituir sociedades empresárias para administrar suas atividades, destinando pelo menos 10% da receita líquida dessas empresas ao Corinthians.

Fonte: Futebol Interior

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