O atacante brasileiro Vinícius Júnior afirmou ter sido alvo de racismo no Estádio da Luz, em Lisboa, logo depois de marcar o gol que garantiu a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, nesta terça-feira (18), pelo mata-mata da Liga dos Campeões.
Aos quatro minutos do segundo tempo, o camisa 7 recebeu passe de Kylian Mbappé pela ponta esquerda, avançou até a entrada da área e finalizou no ângulo do goleiro Anatoliy Trubin. O lance colocou os espanhóis em vantagem e foi celebrado com dança próxima à bandeira de escanteio, em setor ocupado por torcedores portugueses.
Na sequência da comemoração, jogadores do Benfica cercaram Vinícius, e o árbitro francês François Letexier puniu o brasileiro com cartão amarelo. A confusão parecia encerrada, mas o atacante voltou ao juiz relatando ter sido chamado de “mono” (macaco, em espanhol) por Gianluca Prestianni. De acordo com Vinícius, o argentino proferiu o insulto enquanto cobria a boca com a camisa. Imagens exibidas pela Band mostraram o momento em que Prestianni leva o uniforme ao rosto.
Ao receber a denúncia, Letexier ergueu os braços formando um “X”, acionando o protocolo antirracismo da Uefa e interrompendo a partida por cerca de dez minutos. Jogadores do Real Madrid discutiram a possibilidade de deixar o gramado, mas optaram por permanecer. Quando o jogo recomeçou, o atacante passou a ser vaiado a cada toque na bola.
O gol isolou Vinícius Júnior como segundo maior artilheiro brasileiro na história da Liga dos Campeões, agora com 31 tentos, ultrapassando o ex-meia Kaká (30). O líder da estatística segue sendo Neymar, que soma 42 gols por Barcelona e Paris Saint-Germain.
Imagem: Rodrigo Antunes/Reuters
Com o resultado, o Real Madrid precisa apenas de um empate no confronto de volta para avançar às oitavas de final. A partida decisiva contra o Benfica ocorre na próxima quarta-feira (25), às 17h (horário de Brasília), no estádio Santiago Bernabéu, em Madri.
Com informações de Agência Brasil
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