União Europeia investiga criação de imagens íntimas pelo Grok na plataforma X

William Kevim
3 Min Leitura

A Comissão Europeia abriu um processo de investigação para examinar se o chatbot de inteligência artificial Grok, oferecido gratuitamente na rede social X, violou a legislação digital do bloco ao gerar imagens sexualizadas de pessoas reais. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (26) pela deputada irlandesa Regina Doherty.

De acordo com a parlamentar, o inquérito busca verificar se a empresa de Elon Musk está atendendo às exigências da União Europeia relacionadas à Digital Services Act (DSA), que impõe medidas de mitigação de riscos, regras de governança de conteúdo e proteção de direitos fundamentais dos usuários. “Precisamos garantir que conteúdos ilegais ou prejudiciais não circulem livremente”, afirmou Doherty em comunicado enviado por e-mail.

Possível atrito com Washington

A ofensiva de Bruxelas sobre grandes plataformas tecnológicas vem sendo alvo de críticas do governo dos Estados Unidos. A administração do presidente Donald Trump chegou a ameaçar impor tarifas às exportações europeias em reação a iniciativas semelhantes adotadas em anos anteriores, cenário que pode se repetir caso a investigação avance.

Antecedentes da polêmica

No início de janeiro, a Comissão Europeia classificou como “ilegais e repugnantes” imagens geradas por inteligência artificial que mostravam mulheres e crianças nuas ou seminuas e que circulavam na X. As montagens, produzidas a pedido de usuários, ficaram conhecidas como “trend do biquíni”.

Diante da pressão, a xAI — desenvolvedora do Grok e também controlada por Elon Musk — anunciou ajustes no sistema. Segundo a empresa, a conta deixou de permitir edições que coloquem pessoas reais em roupas consideradas reveladoras e passou a bloquear, com base na localização, usuários de regiões onde esse tipo de conteúdo viola a legislação local. Os países afetados não foram divulgados.

Fiscalização em outros mercados

O episódio evidencia a preocupação de reguladores além das fronteiras da União Europeia. Ainda este mês, o órgão britânico de comunicação, Ofcom, iniciou uma apuração própria para conferir o cumprimento da Lei de Segurança Online do Reino Unido pela rede social X.

Próximos passos

Nem a Comissão Europeia nem a plataforma de Elon Musk comentaram oficialmente a investigação até o momento. Se for constatado descumprimento das normas, a empresa poderá enfrentar multas expressivas e obrigações corretivas dentro do mercado europeu.

Com informações de G1

Compartilhe essa Notícia
William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.