Um terço dos norte-americanos vê mensagens sexuais com IA como infidelidade, aponta pesquisa

William Kevim
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Trocar mensagens de teor sexual ou manter um envolvimento romântico com um chatbot de inteligência artificial é traição? Para 33% dos adultos nos Estados Unidos, a resposta é sim. O dado faz parte de um levantamento realizado pelo Instituto Kinsey em parceria com o site DatingAdvice.com.

O estudo, divulgado nesta semana, entrevistou 2 000 pessoas. Entre os que classificam o contato íntimo com IA como infidelidade, 64% disseram que tanto o relacionamento romântico quanto o envio de sexting caracterizam traição; 21% enxergam problema apenas nas mensagens sexuais, enquanto 15% apontam exclusivamente o vínculo amoroso.

Percepção sobre intimidade com tecnologia

Para o pesquisador Justin Lehmiller, do Instituto Kinsey, a maioria dos entrevistados não diferencia intimidade emocional de conteúdo sexual quando o assunto envolve inteligência artificial. Segundo ele, qualquer aproximação mais pessoal com a tecnologia é vista por esses participantes como ultrapassar limites.

A socióloga Jennifer Gunsaullus observa que a inquietação reflete dúvidas sobre o que constitui intimidade num cenário de rápida expansão da IA. “Essas interações confundem as fronteiras entre fantasia, pornografia e emoções presentes em relações humanas”, afirmou.

Outras práticas online vistas como traição

A pesquisa também investigou atividades virtuais que podem ser interpretadas como infidelidade em relacionamentos:

  • 45% apontaram o envio de dinheiro para modelos de webcam;
  • 36% consideraram traição conversar com modelos de webcam;
  • 33% disseram o mesmo sobre assinar conteúdo no OnlyFans.

Além disso, 72% declararam que enviar mensagens sexuais a outra pessoa é infidelidade, e 13% afirmaram que até “curtir” fotos de pessoas atraentes nas redes sociais ultrapassa limites aceitáveis.

O levantamento indica que, mesmo diante de novas formas de interação mediadas por IA, comportamentos tradicionais ligados a ciúme e fidelidade continuam moldando as percepções sobre o que é ou não aceitável em um relacionamento.

Fonte: Notícias ao Minuto Brasil

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.