A Universidade Federal de Sergipe (UFS) abriu, nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, um procedimento interno para averiguar as circunstâncias que levaram à demissão de um vigilante terceirizado depois de ele advertir um professor da instituição por supostamente consumir bebida alcoólica em sala de aula. O episódio ocorreu na última sexta-feira, 13, dentro do campus universitário.
De acordo com o relato do próprio vigilante, a dispensa foi comunicada na terça-feira, 17, momentos antes de ele iniciar mais um turno de trabalho. Ainda segundo o trabalhador, a empresa responsável pelo serviço de segurança alegou que não havia mais vaga disponível para mantê-lo no quadro de funcionários.
A situação veio a público após a divulgação de vídeos nas redes sociais. As imagens mostram o vigilante entrando na sala e orientando o docente a interromper o consumo de bebida, prática proibida nas dependências acadêmicas. Nas gravações, o professor reage negativamente à abordagem, gerando discussão que acabou sendo registrada por estudantes.
Em nota oficial, a UFS afirmou ter tomado conhecimento dos vídeos e ressaltou que instaurou a apuração interna “com o objetivo de esclarecer as circunstâncias e responsabilidades envolvidas”. A universidade destacou ainda o compromisso institucional “com a transparência, a ética e o respeito aos direitos de todos os seus colaboradores — servidores efetivos e trabalhadores terceirizados —, bem como com a manutenção de um ambiente acadêmico seguro e adequado para toda a comunidade universitária”.
Até o momento, o docente citado nas imagens não se pronunciou publicamente. O Portal Infonet, responsável pela divulgação inicial do caso, informou que não conseguiu localizá-lo para comentar o assunto. Qualquer manifestação poderá ser enviada ao endereço eletrônico disponibilizado pela redação do veículo.
O procedimento administrativo instaurado pela UFS deverá analisar tanto a atuação do vigilante quanto a conduta do professor. A instituição não estipulou prazo para a conclusão dos trabalhos nem detalhou eventuais medidas que poderão ser adotadas após a investigação.
O vigilante permanece afastado de suas funções desde a notificação de desligamento e aguarda desdobramentos do inquérito interno para decidir se tomará providências trabalhistas ou judiciais.
Com informações de Infonet
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