Turismo aquece economia: região pode gerar 18,5 mi de empregos em 2026

Rafael Ramos
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América Central e do Sul devem superar a média global no turismo. Setor pode movimentar US$ 396,4 bilhões e abrir milhões de vagas na região.

A indústria de viagens e turismo na América Central e do Sul deve apresentar um desempenho superior à média global em 2026. Esse crescimento é impulsionado pela forte demanda interna, aumento dos gastos de turistas internacionais e menor exposição a tensões geopolíticas que afetam outras partes do mundo.

A projeção é do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), que estima uma expansão de 4,1% do PIB do setor na região, superando a média global de 3,2%. De acordo com a Pesquisa de Impacto Econômico do WTTC, o turismo na América Central e do Sul deve movimentar aproximadamente US$ 396,4 bilhões (cerca de R$ 2 trilhões) em 2026, representando 7,5% da economia regional.

Esse montante indica um aumento de 4,1% em relação a 2025 e um crescimento de 16,5% em comparação aos níveis de 2019, antes da pandemia. Além do impacto econômico, o setor deverá sustentar 18,5 milhões de postos de trabalho em 2026, o que corresponde a 8,3% de todos os empregos na região. Para os próximos dez anos, a expectativa é que esse número chegue a 22,6 milhões, com a criação de 4,1 milhões de novas vagas até 2036.

“Os gastos de turistas estrangeiros devem alcançar cerca de US$ 70 bilhões na América Central e do Sul em 2026, um aumento de 7,8% em relação ao ano anterior”, afirma o WTTC.

O turismo doméstico continua sendo a principal força motriz da atividade turística na região. Os gastos com viagens internas devem atingir US$ 222,3 bilhões em 2026, o que representa um crescimento de 2,3% em relação ao ano passado e 18,9% em comparação com o período pré-pandemia. Em 2025, 77% do consumo turístico na região foi oriundo do turismo doméstico, enquanto o turismo internacional respondeu por 23% dos gastos totais.

Entre os países que devem liderar o crescimento do PIB turístico, o Equador é destaque, com uma expectativa de expansão de 11,6% em 2026. A Bolívia deve crescer 10,3%, o Panamá 8,4%, a Guatemala 6,1% e a Colômbia 5,7%. A Argentina também deve apresentar um desempenho positivo, com um crescimento de 4,9% no setor.

O Brasil, um dos maiores mercados turísticos da região, deve avançar 2,1% na contribuição econômica do turismo, enquanto os gastos de visitantes internacionais devem crescer 3%. A Venezuela, por sua vez, se destaca com uma das maiores taxas de crescimento projetadas, com 33,2% no PIB do turismo e 34,8% nos gastos de turistas estrangeiros.

Os principais mercados emissores de turistas para a América Central e do Sul incluem a Argentina (20%), os Estados Unidos (18%), o Brasil (7%), o Chile (6%) e o Peru (3%). Para as viagens internacionais, os residentes da região têm como principais destinos os Estados Unidos (14%), o Brasil (12%), o Chile (9%), a Argentina (7%) e o Uruguai (5%).

Essas projeções foram elaboradas em parceria com a Oxford Economics e refletem as condições econômicas e geopolíticas atuais. As informações foram coletadas até o final de maio e poderão ser revisadas à medida que o cenário global evoluir.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.