TSE produziu 1,4 milhão de urnas em 30 anos de eleições eletrônicas

Rafael Ramos
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Desde 1996, o Brasil realizou eleições informatizadas com 14 modelos de urnas eletrônicas. Os equipamentos seguem especificações e testes supervisionados pelo TSE.

Quatorze modelos de urna eletrônica (UE) e um total de 1.487.115 equipamentos produzidos marcam três décadas de eleições informatizadas no Brasil. Durante esse período, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu um sistema de votação baseado em um projeto de arquitetura de segurança totalmente nacional e sob sua propriedade.

Desde 1996 até os dias atuais, as urnas eletrônicas são desenvolvidas a partir das especificações técnicas estabelecidas em editais elaborados pelo TSE. Após a aprovação do protótipo, inicia-se a etapa de fabricação e testes, com todos os procedimentos supervisionados por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral.

A urna eletrônica não é um produto de mercado, desenvolvido segundo os padrões de uma fabricante específica. Na verdade, as empresas participam da licitação para criar um equipamento único, que atende aos critérios definidos pela Justiça Eleitoral.

“O Brasil não compra um modelo específico de urna de fabricantes. O processo de produção é do TSE. A urna também é um projeto do Tribunal Superior Eleitoral. E isso é muito diferente de outro país onde se adquire um produto de prateleira, desenvolvido sem requisitos técnicos tão específicos”, explica o coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, Rafael Azevedo.

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De acordo com Azevedo, o edital para a produção dos equipamentos possui mais de 500 páginas, contendo requisitos técnicos e de segurança que devem ser seguidos pela empresa vencedora da licitação. Além disso, tanto o projeto da urna quanto o processo de fabricação são auditados por servidores do TSE.

Ao longo dessas três décadas, quatro empresas se destacaram por vencer as licitações e assumir a responsabilidade pela fabricação e montagem das urnas eletrônicas.

A Positivo Tecnologia é a fabricante dos modelos mais recentes de urnas eletrônicas, incluindo a UE2022 e a UE2020.

A Diebold/Diebold Procomp produziu os modelos de 2015, 2013, 2011, 2010, 2009, 2008, 2006 e 2004.

A Unisys Brasil foi responsável pela fabricação do modelo de 2002 e pela primeira urna eletrônica utilizada no país, a UE1996.

A Procomp Indústria Eletrônica desenvolveu os modelos de 2000 e 1998.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.