O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a se manifestar para desmentir informações falsas sobre as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras.
Na quarta-feira, 22 de julho de 2026, a Justiça Eleitoral reafirmou que a empresa venezuelana Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas ou softwares usados nos equipamentos do Brasil.
A situação ganhou destaque após o pré-candidato à presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, divulgar, na terça-feira, informações incorretas sobre as urnas eletrônicas durante uma reunião com diplomatas. Ele alegou que os equipamentos seriam da empresa Smartmatic, mas não apresentou qualquer prova para sustentar suas afirmações.
Em nota, o TSE lembrou que já havia desmentido essa fake news em 2020, uma informação que circula na internet desde pelo menos 2017.
A Corte esclareceu que as urnas eletrônicas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral e que sua produção é realizada por empresas selecionadas através de licitações públicas, sob a supervisão direta de servidores do TSE. Isso garante a segurança e a transparência do processo eleitoral.
O TSE também destacou que a Smartmatic prestou serviços ao Tribunal apenas para a conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou operação das urnas eletrônicas.
Durante seu discurso com diplomatas, Flávio Bolsonaro mencionou um documento do governo dos Estados Unidos, que mencionava o envolvimento da Smartmatic nas eleições da Venezuela. Contudo, o documento não concluiu que houve fraude nos pleitos realizados no país entre 2004 e 2020.
A utilização deste documento por Flávio Bolsonaro para associar a Smartmatic às urnas brasileiras gerou críticas de adversários e especialistas, que perceberam uma semelhança com a estratégia utilizada por seu pai, Jair Bolsonaro, para questionar o sistema eleitoral. O ex-presidente foi condenado pelo STF por uma tentativa de golpe de Estado que envolveu uma campanha de desinformação sobre as urnas eletrônicas.
Em resposta, a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que ele não questionou a integridade do sistema de votação brasileiro e reiterou a confiança no processo eleitoral. A nota também expressou a crença na importância de missões de observação internacional durante as eleições no Brasil. No entanto, não houve comentários sobre a informação falsa divulgada pelo senador.
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