O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (16 de abril de 2026) ter intermediado um acordo para um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano, com início às 17h (horário de Brasília) desta quinta-feira.
Em postagem em rede social, Trump relatou ter conversado com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, e com o primeiro‑ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e declarou que ambos concordaram em iniciar a trégua “para alcançar a paz entre seus países”. Segundo o presidente norte‑americano, “ambos os lados querem ver a paz, e acredito que isso acontecerá, em breve!”.
O parlamentar do Hezbollah Ibrahim al‑Musawi disse à agência francesa AFP que o grupo acatará o acordo caso os ataques israelenses cessem. O governo de Tel Aviv não se pronunciou oficialmente sobre o anúncio.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, em comunicado, agradeceu a Trump pelos esforços para alcançar o cessar‑fogo e afirmou desejar a continuidade das iniciativas para garantir um cessar‑fogo o mais rápido possível. Nas redes sociais, o primeiro‑ministro libanês Nawaf Salam saudou a medida e afirmou que a trégua corresponde a um objetivo central do Líbano desde o início da guerra.
Delegações de Israel e do Líbano se reuniram em Washington nesta semana — o primeiro encontro bilateral desde 1983, ano da primeira invasão israelense ao Líbano. Fontes do jornal israelense The Times of Israel relataram surpresa entre ministros do gabinete com o anúncio; segundo a publicação, Netanyahu teria concordado com a trégua a pedido de Trump, e a oposição criticou o cessar‑fogo como uma imposição a Israel.
O portal israelense Ynet noticiou que um oficial militar afirmou que tropas do país permaneceriam em território libanês mesmo com o cessar‑fogo.
Entenda
O atual ciclo de hostilidades entre Israel e Hezbollah começou em outubro de 2023, quando o grupo xiita lançou ataques contra o norte de Israel em solidariedade ao povo palestino diante dos massacres na Faixa de Gaza. Em novembro de 2024 foi firmado um cessar‑fogo entre o Hezbollah e Tel Aviv, acordo que, segundo relatos, não foi respeitado por Israel, que manteve operações no Líbano.
Após a ofensiva contra o Irã em 28 de fevereiro, o Hezbollah retomou ataques a Israel, citando violações do cessar‑fogo e em retaliação ao assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Em 8 de abril foi anunciado um cessar‑fogo no conflito envolvendo o Irã, mas reportagens indicaram que Israel continuou ataques no Líbano, desrespeitando o acordo costurado pelo Paquistão.
O Irã havia condicionado a continuidade das negociações com os Estados Unidos à entrada do Líbano em um cessar‑fogo; uma segunda rodada de conversações entre Teerã e Washington estava prevista para os próximos dias.
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