Washington/Havana, 11 jan. 2026 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (11) em sua rede Truth Social que Cuba deixará de receber petróleo da Venezuela. Segundo Trump, a ilha “viveu muitos anos” abastecida com combustível e recursos venezuelanos em troca de serviços de segurança prestados por cubanos aos “últimos ditadores” do país vizinho. “Agora isso acabou!”, escreveu.
O republicano afirmou que o fornecimento foi cortado após o “sequestro” do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. Ele também alegou que a maioria dos cubanos que atuavam como seguranças de Maduro teria morrido durante a operação que retirou o líder do poder. “A Venezuela agora tem os EUA, a força militar mais poderosa do mundo (de longe!) para protegê-los”, publicou.
Trump acrescentou um recado direto a Havana: “Sugiro fortemente que eles façam um acordo antes que seja tarde demais”.
Poucas horas depois, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, utilizou as redes sociais para contestar as declarações do chefe da Casa Branca. “Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dirá o que fazer”, escreveu. Ele afirmou que o país sofre agressões de Washington há 66 anos e que está preparado “para defender a Pátria até a última gota de sangue”.
Díaz-Canel atribuiu as carências econômicas da ilha às sanções impostas pelos Estados Unidos nas últimas seis décadas. “Quem culpa a revolução cubana deveria se calar de vergonha, porque sabe que nossas dificuldades são fruto das medidas de asfixia extrema que os EUA aplicam”, declarou. Para o presidente cubano, Washington “transforma tudo em negócio, inclusive vidas humanas”, e aqueles que criticam Havana “estão consumidos pela raiva da decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político”.
As trocas de mensagens agravam a tensão entre os dois países, que não mantêm relações diplomáticas plenas desde 1961.
Fonte: Agência Brasil
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