Trump afirma que ofensiva contra o Irã visa proteger cidadãos dos EUA

Robson Alves
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em pronunciamento divulgado em sua rede social que a operação militar em curso contra o Irã tem como principal objetivo salvaguardar a população norte-americana. Segundo ele, o regime iraniano representa “uma ameaça iminente” que precisa ser neutralizada.

“Nosso objetivo é defender os norte-americanos eliminando ameaças do regime iraniano, um grupo cruel, de pessoas terríveis e duras”, afirmou o chefe da Casa Branca.

Trump reiterou que Teerã “jamais terá uma arma nuclear” e prometeu destruir a capacidade militar do país persa. Ele mencionou intenção de “arrasar a indústria de mísseis” e “aniquilar a Marinha” iraniana, além de impedir que grupos considerados terroristas continuem a desestabilizar o Oriente Médio.

Durante o pronunciamento, também reproduzido no perfil oficial da Casa Branca no Instagram, o presidente informou que forças norte-americanas iniciaram recentemente “uma grande operação de combate no Irã”, definida por ele como resposta a ataques sucessivos atribuídos a Teerã.

Ao longo do discurso, Trump fez referência a diferentes episódios envolvendo os dois países. Destacou o sequestro de 52 funcionários da Embaixada dos EUA em Teerã, em 1979, que durou 444 dias, além do atentado de 1983 contra fuzileiros navais norte-americanos. O presidente mencionou ainda “pessoas inocentes” e militares mortos em ações atribuídas ao governo iraniano nos últimos 47 anos.

Pronunciamento de Netanyahu

Em comunicado paralelo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o Irã como “terrorista e assassino” e conclamou a população israelense a seguir as instruções do Comando da Defesa Civil. Ele pediu “paciência e coragem” diante da operação batizada de “O Rugido do Ariano”, que deverá ser intensificada nos próximos dias.

Netanyahu declarou que as armas nucleares iranianas “são uma ameaça para toda a humanidade” e acusou Teerã de ter derramado sangue israelense e norte-americano ao longo de quase meio século. Segundo ele, a ação conjunta de Estados Unidos e Israel pretende criar condições para que a sociedade iraniana “assuma o controle do próprio destino”. O premiê conclamou persas, curdos, azeris, balúchis e ahwazis a se unirem contra o que chamou de “tirania” dos aiatolás.

Nem Trump nem Netanyahu anunciaram prazo para o fim das operações, mas ambos garantiram que o Irã “aprenderá” a não desafiar a força militar dos Estados Unidos e de Israel.

Com informações de Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.