Terceira noite do Festival de Artes de São Cristóvão atrai público recorde com mistura de ritmos nacionais e sergipanos

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O Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc) reuniu milhares de pessoas no sábado, 22, para o terceiro dia da 40ª edição do evento, espalhando música pelos palcos João Bebe Água, na Praça São Francisco, e Frei Santa Cecília, na Praça do Carmo.

Rock abre a programação no Carmo

No Palco Santa Cecília, a banda capixaba Dead Fish iniciou os trabalhos com hardcore. O vocalista Rodrigo Lima destacou a longevidade do festival, criado ainda durante a ditadura, e lembrou que o grupo mantém há três décadas um discurso político de resistência.

Em seguida, Mundo Livre S/A subiu ao palco. Para Fred Zero Quatro, participar do Fasc pela primeira vez foi “maravilhoso” por promover reencontros e novos públicos.

A noite no Carmo continuou com Getúlio Abelha, que voltou a Sergipe após sete anos para apresentar um show completo, agora acompanhado de banda e equipe.

Praça São Francisco recebe MPB, samba e ciranda

No Palco João Bebe Água, a abertura ficou por conta de Héloa, que convidou a cirandeira Lia de Itamaracá. Héloa ressaltou o impacto econômico e cultural do festival, enquanto Lia celebrou o apoio público à cultura popular.

O segundo show trouxe o carioca Seu Jorge, seguido pelo pernambucano João Gomes, vencedor do Grammy Latino 2023. Antes de cantar, João disse estar feliz por fazer da cidade o primeiro destino após a premiação e destacou a visibilidade que o festival oferece a diferentes expressões artísticas.

O encerramento ficou a cargo do sergipano Nona, que colocou o público para dançar samba até o fim da noite.

Depoimentos e sentimento de pertencimento

Moradores como o biomédico Yuri Guilherme, 25 anos, afirmam que o Fasc reforça o orgulho de viver em São Cristóvão. A artista Patrícia Polayne descreveu o evento como “um lar que celebra encontros, história e música”.

Sobre o festival

Realizado desde a década de 1970, o Fasc é considerado um dos maiores festivais multiculturais do Nordeste. Após interromper as atividades em 2005, voltou em 2017 e, atualmente, ocupa vários pontos do Centro Histórico com atrações de música, teatro, dança, literatura, cinema e artes visuais.

A edição de 2023 é apresentada pelo Ministério da Cultura e realizada pela Prefeitura de São Cristóvão, Fundação Municipal do Patrimônio e da Cultura João Bebe Água (Fumpac), Encontro Sancristovense de Cultura Popular e Outras Artes (Escoa), Governo de Sergipe e Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), além de contar com patrocínio de empresas públicas e privadas.

Fonte: Governo de Sergipe

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