Suicídio mata jovens nas Américas: 18 mil casos em 20 anos

Rafael Ramos
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Dados da OMS revelam que o suicídio virou a 3ª maior causa de morte entre jovens de 10 a 24 anos nas Américas. O alerta acende luz vermelha também para o Brasil e Sergipe.

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou dados alarmantes referentes ao aumento das taxas de suicídio entre adolescentes e jovens nas Américas. Nos últimos 20 anos, o suicídio se tornou a terceira principal causa de morte entre pessoas de 10 a 24 anos, evidenciando uma realidade preocupante.

O estudo publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas revela que foram registrados 18.157 suicídios na região, além de identificar fatores que podem estar contribuindo para esse crescimento. Entre os aspectos destacados estão problemas de saúde mental, uso de substâncias, pressão social intensa, fácil acesso a meios letais e a influência negativa da exposição excessiva a ambientes digitais.

A pesquisa foi realizada com dados das Estimativas Globais de Saúde da OMS, abrangendo 35 países entre os anos de 2000 e 2021. Embora as tendências variem entre diferentes países e sub-regiões, com níveis elevados na América do Norte e em alguns países do Cone Sul, um aumento generalizado nas taxas foi observado, conforme enfatizado em um comunicado da OPAS.

“O fato de que a taxa de suicídio entre os jovens tenha aumentado 38% em pouco mais de duas décadas – em comparação com um aumento de 17% na população geral – é um sinal de alerta”, afirmou Jarbas Barbosa, diretor da OPAS.

Esse aumento foi especialmente notável entre os jovens de 10 a 14 anos, levantando questionamentos sobre os fatores que podem estar relacionados a esse fenômeno. Um exemplo citado é o uso excessivo de redes sociais, onde o bullying online parece estar em crescimento.

Outro estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), baseado em respostas de mais de 30 mil crianças, revela que duas em cada três dessas crianças acreditam que as práticas de bullying online estão aumentando e se transformando com o uso da inteligência artificial.

Os especialistas da OPAS destacam que muitos dos fatores que contribuem para o aumento das taxas de suicídio são preveníveis ou tratáveis, especialmente quando identificados precocemente. Por isso, é fundamental fortalecer ações de prevenção, como a implementação de programas escolares voltados para a promoção da saúde mental e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.

“O suicídio afeta famílias, comunidades e sociedades inteiras, mas é prevenível. Com compromisso político, investimento e colaboração entre setores, podemos salvar vidas”, enfatiza Barbosa.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.