Assinaturas de streaming no Brasil acumulam aumentos de até 202% desde 2011

William Kevim
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Os serviços de vídeo sob demanda ficaram bem mais caros para o consumidor brasileiro. Desde 2011, quando a Netflix desembarcou no país, as mensalidades de algumas plataformas triplicaram, mesmo após o lançamento de pacotes mais baratos financiados por publicidade.

Levantamento de preços históricos mostra que Netflix, Prime Video e Apple TV+ registraram alta de 201% a 202% em seus planos padrão. Globoplay, Disney+ e HBO Max também corrigiram valores acima da inflação em diferentes períodos.

Netflix

Presente no Brasil desde 2011, a Netflix iniciou as operações cobrando R$ 14,90 pelo plano padrão. Em 2013, o mesmo pacote passou a oferecer alta definição e foi reajustado para R$ 16,90. Depois de sucessivas correções, o serviço adotou, em 2022, a modalidade com anúncios por R$ 18,90 mensais.

Atualmente, o plano básico custa R$ 20,90, o padrão sai por R$ 44,90 e o premium, R$ 59,90. No comparativo entre 2011 e 2025, o aumento no pacote padrão chega a 201%.

Globoplay

Lançado em 2015, o Globoplay começou cobrando R$ 12,90 no primeiro ano. Logo depois, a mensalidade foi para R$ 15,90. Em 2019, surgiu a opção sem anúncios por R$ 32,90, além de um plano premium com canais ao vivo por R$ 54,90.

Em 2025, a assinatura com anúncios passou para R$ 22,90, enquanto padrão e premium foram unificados a R$ 39,90. A alta acumulada no plano principal na última década é de 77,5%.

Prime Video

O serviço da Amazon chegou em dezembro de 2016 com valor em dólar (US$ 5,99), o que equivalia a cerca de R$ 3,30 por dólar na época. Pouco depois, passou a cobrar R$ 14,90 em moeda local.

Integrado ao Amazon Prime em 2019, o preço caiu para R$ 9,90 mensais, mas saltou para R$ 19,90 em 2024. No mesmo ano, o plano com anúncios manteve esse preço, enquanto o padrão ficou em R$ 29,90. Desde 2019, o reajuste soma 202%.

Apple TV+

Disponível no Brasil desde 2019 a R$ 9,90, o Apple TV+ subiu para R$ 14,90 em 2022 e, em 2025, chega a R$ 29,90. O acréscimo total atinge 202%, e a plataforma segue sem opção patrocinada por anúncios.

Disney+

Estreando em 2020 por R$ 27,90, o Disney+ elevou a assinatura padrão para R$ 43,90 em 2024 e, atualmente, cobra R$ 46,90. O serviço oferece ainda o pacote básico, com anúncios, por R$ 27,90, e o premium, que inclui ESPN, a R$ 66,90. A variação no plano padrão entre 2020 e 2025 é de 68%.

HBO Max

Lançada em 2021 com plano móvel a R$ 19,90 e multitelas a R$ 27,90, a HBO Max reajustou o segundo para R$ 34,90 em 2023. Em 2024, o móvel foi convertido em básico com anúncios (R$ 29,90), o multitelas virou standard (R$ 39,90) e surgiu o platinum, em 4K, por R$ 55,90. Desde 2021, o antigo multitelas, hoje standard, subiu 61%.

Preferência do público

PESQUISA realizada em agosto pela Vindi e Opinion Box indica que 48% dos brasileiros pretendem aumentar gastos com assinaturas até 2030, embora 58% rejeitem anúncios nas plataformas.

No cenário internacional, levantamento do The Wall Street Journal mostrou que, entre 2019 e 2023, o Disney+ liderou os reajustes nos Estados Unidos, com 172% de aumento, seguido por Apple TV+ (160%).

A tendência de altas contínuas contrasta com a ampliação de ofertas de pacotes com publicidade, estratégia adotada para frear dívidas e manter o crescimento de usuários.

Fonte: Notícias ao Minuto

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.