Sergipe reforça importância da vacinação contra o HPV e amplia prazo para imunização

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), reforça a importância da vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) após a ampliação do prazo anunciada pelo Ministério da Saúde (MS) para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos. A medida, que estava prevista para encerrar em dezembro, foi prorrogada até o primeiro semestre de 2026, ampliando o acesso à imunização para quem não conseguiu se vacinar na faixa etária recomendada.

Em Sergipe, 18.574 meninas e 56.452 meninos ainda não se vacinaram contra o HPV. A vacina é segura, eficaz e integra o Calendário Nacional de Vacinação na rotina para adolescentes de 9 a 14 anos. A ampliação temporária da oferta tem como objetivo alcançar quem perdeu essa janela de oportunidade, possibilitando a atualização do esquema vacinal e reforçando a prevenção de doenças graves associadas ao vírus.

De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Góes, o imunizante é uma das principais estratégias de prevenção ao câncer. “Ele protege contra o câncer de colo de útero, além de cânceres de boca, orofaringe, garganta e pênis. Essas doenças muitas vezes se manifestam décadas após a infecção, o que reforça a importância da vacinação ainda na adolescência”, salientou o diretor. 

A vacina é segura e apresenta pouquíssimos efeitos adversos, que geralmente se restringem a reações leves no local da aplicação, como dor ou sensibilidade. “Orientamos que os gestores municipais intensifiquem a busca ativa de adolescentes e jovens não vacinados, além de reforçar ações de conscientização junto às famílias e às escolas. Jovens entre 15 e 19 anos, que já possuem autonomia sobre sua saúde, também são incentivados a procurar a unidade básica de saúde mais próxima, levando o cartão de vacinação para verificação do esquema vacinal”, alertou Marco Aurélio. 

Prevenção

O HPV, ou papilomavírus humano, é transmitido principalmente pelo contato direto da pele ou das mucosas com áreas infectadas, sendo a via sexual a principal forma de contágio. Com mais de 200 tipos, o vírus é dividido em baixo risco, causador de verrugas genitais, e alto risco, associado ao desenvolvimento de tumores malignos, como cânceres de colo do útero, pênis, ânus e regiões orais. No Brasil, o câncer do colo do útero é o que mais mata mulheres até os 36 anos de idade e ocupa o segundo lugar entre os tipos mais frequentes nesse período.

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