Aracaju – Com 98% da sua matriz elétrica proveniente de fontes renováveis, o Governo de Sergipe desembarcará na COP 30, em novembro, em Belém (PA), para exibir resultados de descarbonização e atrair novos investimentos em economia verde.
Plano Sergipano de Economia Verde
Coordenado pela Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE), o Plano Sergipano de Economia Verde (PSEV), criado pelo Decreto nº 1.016/2025, norteia ações em bioeconomia, energia renovável, economia circular, infraestrutura verde e mercado de carbono. O documento foi alinhado à iniciativa Sergipe 2050, que reúne governo, setor produtivo, universidades e sociedade civil na formulação de um modelo de crescimento sustentável de longo prazo.
Energia limpa em números
Em 2023, o estado gerou 6.853 GWh de eletricidade: 6.291 GWh de origem hidrelétrica, 193 GWh solar, 151 GWh termelétrica e 118 GWh bioelétrica. A Usina Hidrelétrica de Xingó, com capacidade instalada de 3.162 MW, responde por 30% da energia produzida no Nordeste.
O Porto de Sergipe, em Barra dos Coqueiros, abriga a maior termelétrica a gás natural da América Latina e deve ser peça central para a produção de hidrogênio verde, estimada ao custo de US$ 2,66/kg até 2030.
Projetos estruturantes
Entre os empreendimentos destacados pelo governo está o Hub Industrial de Hidrogênio Verde na Zona de Processamento de Exportação de Santo Amaro das Brotas. A Green Energy Park (GEP) recebeu outorga para operar uma planta de 1,2 GW, conectada ao Sistema Interligado Nacional e ao Terminal Marítimo Inácio Barbosa.
Outro investimento confirmado é o complexo fotovoltaico da Energias do São Francisco (Enesf) em Canindé de São Francisco, com potência de até 1,3 GW.
Empresas como Solatio e Exa Data Centers estudam projetos integrados de hidrogênio verde, data centers sustentáveis e conexão de cabos submarinos, potencializando a posição estratégica do estado para infraestrutura digital de baixa emissão.
Potencial solar, eólico e de biocombustíveis
Sergipe apresenta irradiação solar entre 4,19 e 4,78 kWh/kWp/dia e ventos de até 494 W/m², condições favoráveis para parques solares e eólicos. Há ainda disponibilidade de biomassa de cana-de-açúcar, mandioca e girassol para produção de biocombustíveis.
Baixas emissões de carbono
O inventário estadual aponta 9,6 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, o menor volume do Nordeste, equivalente a 0,5% das emissões nacionais e 2,3% da região.
Declarações
O governador Fábio Mitidieri afirma que o estado “tem gás natural, sol, vento e infraestrutura” para liderar a transição energética no Nordeste. Já o presidente da Desenvolve-SE, Milton Andrade, ressalta que 91% dos projetos de energia renovável no mundo em 2024 já são mais baratos que iniciativas baseadas em combustíveis fósseis.
Próximos passos
O PSEV também prevê criação do Fundo Estadual de Ativos Ambientais, estímulo ao mercado de créditos de carbono, políticas de Pagamento por Serviços Ambientais, investimentos em segurança hídrica, revitalização de nascentes e eficiência energética em prédios públicos.
Fonte: Governo de Sergipe
Siga o Foco SE e entre no nosso grupo de notícias de Sergipe.



