A seleção de Senegal conquistou no domingo, 18 de janeiro, o bicampeonato da Copa Africana de Nações ao derrotar Marrocos por 1 a 0, em Rabat, em uma partida marcada por protestos, discussão em campo e intervenção da Fifa.
O duelo decisivo permaneceu sem gols até os minutos finais do segundo tempo. Aos 40, o árbitro recorreu ao VAR e assinalou um pênalti controverso a favor do time da casa. A decisão provocou a revolta dos senegaleses, que se retiraram do gramado em sinal de protesto, interrompendo a partida por alguns minutos.
Com a situação parcialmente contornada, a equipe de Aliou Cissé retornou ao campo. Na cobrança, o espanhol de origem marroquina Brahim Díaz tentou uma cavadinha, mas o goleiro do Senegal defendeu sem dificuldades, levando o confronto para a prorrogação.
No primeiro tempo do tempo extra, Pape Gueye aproveitou cruzamento da esquerda e, de cabeça, marcou o único gol da final. A vantagem foi administrada até o apito final, garantindo a segunda taça continental ao país — a anterior havia sido conquistada em 2022.
Repercussão na Fifa
Minutos após a decisão, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, publicou mensagem em seu perfil no Instagram. Ele felicitou o Senegal pelo título e reconheceu o esforço do Marrocos, mas condenou o abandono temporário de campo por parte dos jogadores senegaleses, bem como atos de violência protagonizados por torcedores.
“Cenas inaceitáveis não podem ser toleradas em nosso esporte”, escreveu o dirigente, acrescentando que deixar o gramado é “simplesmente incorreto”.
De acordo com o jornal esportivo espanhol As, os atletas e membros da comissão técnica do Senegal estarão sujeitos a sanções disciplinares. O pacote de punições em estudo inclui multa financeira e até a possibilidade de suspensão da próxima Copa do Mundo, programada para o final do ano.
Apesar da turbulência, o gol de Gueye consagrou a seleção senegalesa e encerrou a competição continental, que teve Marrocos como anfitrião e contou com a participação de 24 equipes.
Com informações de Agência Brasil
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