Aracaju, 7 de outubro de 2025 – A deputada estadual Lidiane Lucena (Republicanos) utilizou a Tribuna da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) nesta terça-feira (7) para evidenciar a Semana Estadual de Conscientização sobre o Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL). A iniciativa foi criada pela Lei nº 9.335/2023, de autoria da parlamentar, e será realizada anualmente na semana que inclui o dia 8 de outubro.
Segundo Lidiane Lucena, a proposta busca ampliar o conhecimento da população sobre o TDL, estimular o diagnóstico precoce e fortalecer a rede de apoio a crianças e famílias afetadas. “Muitas crianças com TDL são rotuladas como desatentas ou preguiçosas, quando, na verdade, enfrentam uma condição invisível, porém real. Vivi isso em casa com meu filho”, relatou.
Médica de formação, a deputada afirmou que a desinformação é o principal obstáculo para pais e profissionais. “Mesmo atuando na área da saúde, só ouvi falar em TDL quando surgiu a suspeita no meu próprio filho. Criamos esta semana para levar informação a pais, educadores, profissionais de saúde e à sociedade em geral. O diagnóstico precoce faz toda a diferença”, reforçou.
Lucena também destacou que a sanção da lei insere Sergipe no Movimento Nacional de Inclusão e Esperança. “Estamos somando esforços para combater o preconceito, eliminar estigmas e garantir que nenhuma criança seja privada de alcançar seu potencial por falta de acolhimento ou diagnóstico”, disse.
O que é TDL
O Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem, antes denominado Transtorno Específico da Linguagem (TEL), é uma condição neurológica que compromete o desenvolvimento da linguagem oral sem causas aparentes, como deficiência auditiva, intelectual ou Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Crianças com TDL podem ter dificuldade em compreender o que ouvem (linguagem receptiva), expressar-se com clareza (linguagem expressiva) e aplicar regras gramaticais. O transtorno pode afetar desempenho escolar, comunicação e vida social, mas, com identificação e acompanhamento precoces, é possível minimizar os impactos.
Fonte: Assembleia Legislativa de Sergipe
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