Madri, 5 de fevereiro de 2026 — O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, respondeu nesta quinta-feira às críticas de Elon Musk e Pavel Durov, classificando-os como “oligarcas da tecnologia” e garantindo que decisões democráticas não serão determinadas por grandes plataformas.
Durante evento na capital espanhola, Sánchez declarou que “a democracia obviamente não será influenciada pelos oligarcas da tecnologia do algoritmo” e acusou os empresários de disseminar “mentiras” a milhões de usuários. A declaração veio dois dias depois de Elon Musk, proprietário do X (antigo Twitter), chamar o premiê de “tirano” e “traidor do povo da Espanha” em publicação na rede social.
Propostas em debate
As críticas de Musk e Durov surgiram após o governo espanhol anunciar intenção de proibir o acesso de menores de 16 anos a redes sociais. Além disso, o projeto de lei sobre segurança online prevê responsabilização de executivos de plataformas por conteúdos considerados discurso de ódio.
No dia seguinte ao comentário de Musk, Pavel Durov, fundador do Telegram, afirmou no próprio aplicativo que a legislação proposta obrigaria serviços digitais a coletar dados de todos os usuários e permitiria que autoridades controlassem o que é exibido nos canais de comunicação.
Resposta do governo
Integrantes do Executivo espanhol rebateram a mensagem enviada por Durov a usuários locais do Telegram, argumentando que o texto grosso demonstrou a “necessidade urgente” de regulamentar redes sociais para proteger a população contra informações enganosas.
Análise de histórico
Imagem: Reuters
Desde o início de 2025, Pedro Sánchez intensificou críticas às grandes empresas de tecnologia. Em janeiro daquele ano, ele propôs acabar com o anonimato nas redes e vincular perfis a uma carteira de identidade digital comum da União Europeia. Na mesma época, acusou Elon Musk de liderar movimentos de extrema-direita em escala global, dizendo que o bilionário “ataca instituições, incita ódio e apoia herdeiros do nazismo na Alemanha”.
A atual discussão sobre idade mínima para uso de redes acrescenta um novo capítulo à relação conturbada entre Madri e executivos do setor. Enquanto o governo promete avançar na votação do projeto, Musk e Durov reforçam a oposição pública, alegando riscos à liberdade de expressão e à privacidade.
Apesar da pressão internacional gerada pelos comentários dos empresários, Pedro Sánchez reiterou que o plano de restrição para menores e a responsabilização de plataformas seguirão em análise no Parlamento espanhol. “Defenderemos a democracia dos que tentam manipulá-la com algoritmos”, concluiu o primeiro-ministro.
Com informações de G1
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