Samsung e sindicato não fecham acordo salarial na Coreia do Sul; governo busca evitar greve

William Kevim
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Negociação fracassada aumenta risco de paralisação na indústria de chips

A Samsung Electronics e o sindicato que representa seus funcionários na Coreia do Sul não chegaram a um acordo salarial em negociação realizada nesta quarta-feira, 13 de maio. A falha nas conversas eleva o risco de uma greve que, segundo autoridades e representantes sindicais, pode afetar a produção de semicondutores e ter impacto na economia do país, fortemente dependente das exportações.

O impasse ocorreu após uma sequência de sessões mediadas pelo governo nos dias 11 e 12 de maio. Trabalhadores da Samsung reclamam de bônus considerados inferiores aos pagos pela concorrente SK Hynix e exigem mudanças no sistema de remuneração, entre elas a eliminação do teto para pagamento de bônus. Em resposta, a empresa rejeitou a principal reivindicação do sindicato, segundo o representante sindical Choi Seung-ho.

O sindicato anunciou a possibilidade de uma greve de 18 dias a partir de 21 de maio caso suas demandas não sejam atendidas. Mais de 50 mil trabalhadores podem aderir à paralisação, segundo o alerta sindical. Autoridades e analistas citados pelo sindicato afirmam que uma interrupção dessa magnitude pode atrasar entregas, pressionar os preços dos semicondutores para cima e favorecer concorrentes no mercado global.

A Comissão Nacional de Relações Trabalhistas, que atuou como mediadora, informou ter apresentado propostas alternativas durante as negociações, mas decidiu encerrar as conversas devido à “grande divergência entre as posições de ambas as partes” e ao pedido do sindicato para suspender as negociações.

A Samsung lamentou o fracasso nas negociações e declarou que manterá um “diálogo sincero” com o sindicato para evitar o que classificou como o “pior cenário possível”. Do lado governamental, foi convocada uma reunião de emergência com ministros relacionados ao tema. O primeiro‑ministro Kim Min-seok orientou o governo a acompanhar a situação de perto, “considerando a gravidade do impacto sobre a economia nacional”, e pediu apoio proativo para garantir que o diálogo entre sindicato e administração continue, na tentativa de impedir uma greve em qualquer circunstância.

Os semicondutores têm ganhado peso nas exportações sul‑coreanas: segundo dados do governo, o setor representou 37% das exportações do país em abril, ante pouco mais de 20% registrado no ano anterior.

Fonte: G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.