Rodrigo Pacheco anuncia que não disputará o governo de Minas e se retira da política

Claudio Vasconcelos
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O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) confirmou na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, que não irá concorrer ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Essa declaração marca o fechamento de um ciclo em sua carreira política, que se encerrará ao fim de seu atual mandato no Senado, em 2027.

A afirmação foi feita durante um evento do Lide, um grupo de líderes empresariais fundado pelo ex-governador João Doria, em São Paulo. Após participar de um painel sobre tecnologia, o ex-presidente do Senado declarou que sua decisão é definitiva, descartando qualquer possibilidade de candidatura ao Palácio Tiradentes ou uma indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre o momento da gente avaliar ciclos. Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido”, afirmou Pacheco.

A manifestação do senador ocorreu dez dias após o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmar que Pacheco não seria candidato ao governo de Minas. Essa declaração foi vista como um sinal de que o partido não conseguiu formar uma aliança para lançar o senador como a opção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado.

Desde o início das articulações para as eleições de 2026, Pacheco era considerado por muitos como o candidato preferido de Lula para assumir o governo mineiro, uma vez que Minas Gerais é um dos principais colégios eleitorais do Brasil e uma peça-chave para a campanha presidencial.

Embora nunca tenha se declarado oficialmente como pré-candidato, o senador admitiu ter conversas com dirigentes do PT sobre o assunto. Sua filiação ao PSB, em abril, após deixar o PSD, também alimentou especulações sobre uma possível candidatura ao governo estadual.

Sobre seu futuro político, Pacheco expressou satisfação com sua trajetória de 12 anos na vida pública, onde atuou como deputado federal e senador, além de ter presidido o Senado e o Congresso Nacional por quatro anos. “Fui deputado federal e senador, presidente do Senado e do Congresso Nacional por quatro anos. Tenho uma vida plenamente realizada”, destacou.

Quando questionado sobre a possibilidade de reverter sua decisão ou de assumir uma cadeira no STF, o senador foi enfático em negar ambas as hipóteses: “Não tenho nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso em tribunal superior, inclusive no Supremo Tribunal Federal”.

Na mesma tarde, o Lide promoveu um segundo evento, que contou com a presença do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), do vice-governador do estado, Felício Ramuth (MDB), do ex-presidente Michel Temer e do presidente do MDB, Baleia Rossi.

Baleia Rossi, durante uma coletiva de imprensa, lamentou a decisão de Pacheco de encerrar sua carreira política, e pediu apoio ao candidato do MDB ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo. “Eu lamento que ele esteja colocando um ponto final, como ele mesmo falou, na vida pública. Claro que vai continuar contribuindo para os grandes debates e que, se de alguma forma a gente puder dialogar para que haja uma convergência em torno do apoio a Gabriel Azevedo, isso seria muito importante para nós, pela relevância de sua liderança”, comentou Baleia.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.