Falha em sistema do Apollo Go deixa veículos imobilizados na cidade
Vários robotáxis da Baidu ficaram imobilizados em vias públicas de Wuhan na última terça-feira (31), segundo informou a polícia local. O problema teria sido causado por uma falha no sistema dos veículos do modelo Apollo Go, que passaram a parar no meio das ruas e bloquearam o tráfego.
Autoridades receberam relatos de múltiplos carros autônomos parados e incapazes de se mover. A corporação afirmou que os passageiros conseguiram desembarcar sem ferimentos, mas que alguns optaram por permanecer dentro dos veículos devido ao grande fluxo de veículos nas vias e precisaram acionar a polícia para obter assistência.
Em um vídeo divulgado pelo jornal The Paper, de Xangai, um policial de trânsito disse que pelo menos 100 veículos do serviço Apollo Go foram atingidos pela pane. Imagens verificadas pela Reuters e publicadas na versão chinesa do TikTok, Douyin, mostram automóveis parados em ruas movimentadas, obstruindo o trânsito e forçando outros motoristas a desviarem.
Relatos da mídia local indicaram ainda que alguns passageiros chegaram a ficar retidos nos robotáxis por quase duas horas. A causa do mau funcionamento segue sob investigação pelas autoridades competentes. A Baidu não respondeu a pedido de comentário feito pela imprensa.
O episódio reacendeu debates nas redes sociais chinesas sobre a segurança e a confiabilidade desse tipo de serviço. Casos anteriores envolvendo robotáxis também foram lembrados: em agosto, um veículo do Apollo Go caiu em uma vala de obra em Chongqing, e, três meses antes desse episódio, um automóvel operado pela Pony.ai pegou fogo em uma rua de Pequim. Em ambos os incidentes não houve feridos.
Além disso, no fim do ano passado uma queda de energia em São Francisco provocou a paralisação de robotáxis da Waymo e causou congestionamentos. A Baidu é apontada como uma das maiores operadoras de frotas autônomas na China, ao lado da Pony.ai e da WeRide, e tem expandido serviços comerciais de robotáxis em grandes cidades chinesas e também para mercados internacionais, incluindo o Oriente Médio.
Com informações de G1
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